Cerca de 60 bolsonaristas fazem protesto antivacina na Esplanada dos Ministérios

Um grupo de bolsonaristas se reuniu próximo ao Congresso Nacional entre o fim da manhã e o início da tarde deste domingo (12). A manifestação, que contou com cerca de 60 pessoas e um carro de som, teve como mote o protesto contra o Supremo Tribunal Federal e a obrigatoriedade do uso de vacinas contra a covid-19 no Brasil. Na prática, porém, alguns participantes confessaram em voz alta, pelo carro de som, que o ato tinha por objetivo atrapalhar a manifestação contra Jair Bolsonaro organizada em conjunto pelo Movimento Brasil Livre (MBL), pelo Livres e pelo Vem pra Rua, prevista para ser realizada esta tarde no mesmo local.

Todos os pronunciamentos feitos no trio elétrico envolviam teorias conspiratórias sobre os imunizantes utilizados contra a covid-19. "O ato era para ser pequeno mesmo, pois o intuito é impedir o ato do MBL", declarou um dos organizadores no carro de som. Outra manifestante repetiu a fala. "Vamos ficar o máximo de tempo possível para expulsar o MBL daqui", orientou aos participantes. O ato foi monitorado pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), que interditou o trânsito na Esplanada dos Ministérios para os dois eventos.

O manifesto dos bolsonaristas estava, originalmente, previsto para começar às 9h. E deveria ser encerrado às 14h - uma hora antes do protesto do MBL. A PMDF chegou a estabelecer um cordão policial ao redor da Esplanada, e preparou seu aparato para receber os manifestantes. As falas sobre a tentativa de atrapalhar o ato de oposição foram proferidas próximas das viaturas. Questionada sobre se há algum protocolo para caso a manifestação não seja encerrada antes do horário previsto, a comunicação social da PMDF não deu resposta.

Entre os participantes do ato na Esplanada estava o blogueiro Fernando Lisboa, recebido na última sexta-feira em café da manhã por Bolsonaro. Ele já defendeu publicamente o fechamento do Supremo Tribunal Federal.

Alguns manifestantes atacam a eficácia e a segurança das vacinas, citando estatísticas que não coincidem com os estudos laboratoriais para convencer as demais pessoas de que a medicação possa prejudicar à saúde. Outros envolvem a vacinação em conspirações de teor político, criando narrativas como a de que a campanha vacinal é utilizada pelos governos estaduais e pelo Judiciário para a implementação de uma ditadura. A Organização Mundial de Saúde (OMS) e autoridades sanitárias de todos os países preconizam a vacinação contra a covid-19 como forma mais eficaz de se combater a transmissão do vírus.

Alguns manifestantes atacaram diretamente o Supremo , principalmente o ministro Alexandre de Moraes, referindo-se a ele como "ditador de toga".

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