Centrais sindicais levam pauta trabalhista para a Esplanada

Na primeira marcha das entidades no governo Dilma, organizadores esperam reunir 40 mil manifestantes em defesa de temas como a redução da jornada de trabalho e o fim do fator previdenciário

Fim do fator previdenciário, redução da jornada semanal de trabalho para 40 horas, adoção de política de valorização dos aposentados, correção da tabela do Imposto de Renda e mais recursos para a saúde e a educação. Esses são os principais pontos da pauta trabalhista levada hoje (6) pelas centrais sindicais para a Praça dos Três Poderes, em Brasília. A expectativa dos organizadores é reunir 40 mil manifestantes. Eles partiram nesta manhã do Estádio Nacional de Brasília, antigo Mané Garrincha, até a Esplanada dos Ministérios. Os representantes das centrais devem se encontrar com os presidentes do Senado, da Câmara e do Supremo Tribunal Federal (STF). Também esperam ser recebidos, no fim do dia, pela presidenta Dilma Rousseff. Esta é a sétima marcha conjunta das centrais sindicais, a primeira do governo Dilma. A última ocorreu em 2009, ainda na gestão do ex-presidente Lula.

Segundo os organizadores da manifestação, a ideia é pressionar o governo e o Congresso a adotarem medidas que garantam salários e empregos de qualidade, com a retomada de investimentos públicos e o aumento das contrapartidas sociais.

O movimento é encabeçado por seis centrais sindicais: Força Sindical, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) e União Geral dos Trabalhadores (UGT).

Veja a pauta das centrais:

- 40 horas semanais sem redução de salário;
- Fim do fator previdenciário;
- Igualdade de oportunidade entre homens e mulheres;
- Política de valorização dos aposentados;
- 10% do Produto Interno bruto (PIB) para a educação;
- 10% do orçamento da União para a saúde;
- Correção da tabela do Imposto de Renda;
- Ratificação da Convenção OIT/158;
- Regulamentação da Convenção da OIT/151;
- Ampliação do investimento público.

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