CCJ adia votação do recurso de André Vargas

Sem o número suficiente de deputados para analisar o pedido do deputado paranaense, caso deve voltar à pauta na próxima semana. Cassação foi aprovada pelo Conselho de Ética em 20 de agosto

Pela segunda semana seguida, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) não conseguiu analisar o recurso do deputado André Vargas (sem partido-PR) contra o processo de cassação aprovado no Conselho de Ética da Câmara. Não houve quorum suficiente para analisar o pedido do paranaense. Uma nova sessão deve ser convocada para a próxima semana para tratar do caso.

André Vargas contesta a decisão unânime do Conselho de Ética de aprovar o pedido de cassação por sua relação com o doleiro Alberto Youssef, preso desde março acusado de comandar um esquema de lavagem de dinheiro que veio à tona na Operação Lava Jato. O deputado paranaense afirma que seu direito de defesa no órgão não foi respeitado.

Relator do recurso na CCJ, o deputado Sérgio Zveiter (PSD-RJ) rejeitou o argumento de Vargas. Segundo o parlamentar fluminense, o direito de defesa e o devido processo legal foram respeitados. Ele entregou o parecer no início de setembro, mas até hoje não foi colocado em votação. Se os outros deputados da comissão acompanharem Zveiter, o caso segue para o plenário. São necessários ao menos 257 votos para cassar o mandato de um parlamentar.

O pedido de cassação contra Vargas foi aprovado em 20 de agosto no Conselho de Ética. Pesa contra ele o fato de ter usado um jatinho emprestado por Youssef para passar férias no nordeste. Outra acusação é que ele teria ajudado o doleiro a conseguir contratos no Ministério da Saúde para empresas fantasmas. Ele admitiu o uso do jatinho, mas nega ter feito lobby para Youssef.

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