Caso é um “grande mal-entendido”, diz Feliciano

Deputado espera julgamento do Supremo Tribunal Federal sobre a acusação de estelionato. Ele alega que faltou a evento no Sul por estar doente, mas admite que participou de outro ato no Rio no mesmo dia

O deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), réu por estelionato no Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta quinta-feira (7) que o processo é resultado de "um grande mal-entendido". De acordo com o parlamentar, recém-eleito para presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDH) da Câmara, houve uma confusão ao desmarcar o show. Ele recebeu cachê para ser a principal estrela de um evento gospel em São Gabriel (RS), em 2008, mas não compareceu. A denúncia foi movida pela advogada Liane Pires Marques, dona da produtora Nettu's Eventos, que também o acionou na Justiça cível, cobrando-lhe indenização.

 

"Esse caso está tramitando, vou aguardar o julgamento. Isso acontece quando você não pode atender um evento. No caso, o que aconteceu com ela foi um grande mal-entendido", disse o deputado ao Congresso em Foco na tarde de hoje. Segundo Feliciano, ele estava doente no dia do evento. Por isso, não compareceu ao Rio Grande do Sul. Mas admitiu ter participado de um culto no mesmo dia.

O deputado relatou ter conversado com Liane Pires Marques, promotora do I Nettu's Gospel, evento do qual ele seria a principal atração. "Nós conversamos com ela e perguntamos se poderíamos remarcar. A resposta foi que estava tudo ok. Aí, quando fomos remarcar, descobrimos que ela tinha entrado na Justiça cobrando uma fortuna da gente", afirmou Feliciano.

Segundo a advogada, o acordo foi feito com o pastor André Luis de Oliveira, braço-direito de Feliciano, que havia confirmado presença do presidente da Assembleia de Deus Catedral do Avivamento na véspera do evento. Às 8 horas do dia da apresentação, os dois pastores eram aguardados no aeroporto de Porto Alegre por integrantes da organização do evento gospel. Sem conseguir estabelecer contato com os dois religiosos, eles esperaram até o meio-dia. Voltaram para São Gabriel sem qualquer explicação. Ela alega que ele deixou de comparecer a São Gabriel para participar de um evento no Rio, onde o cachê, segundo a advogada, era maior.

Feliciano aguarda o desfecho do caso. O relator é o vice-presidente do STF, Ricardo Lewandowski, e está parado para conclusão do ministro desde outubro do ano passado. Revisor do processo do mensalão na corte, Lewandowski acabou dando prioridade para a Ação Penal 470 - assim como outros integrantes do Supremo - em detrimento a outros casos.

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