Campanha de Dilma compara Marina a Jânio Quadros e Collor

Programa questiona como Marina conseguiria apoio no Congresso. Faz referência ao impeachment, mas não menciona nome e não mostra imagem de Collor

Em programa exibido no horário eleitoral nesta terça-feira (2), a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, subiu o tom das críticas contra a presidenciável do PSB, Marina Silva. A campanha petista comparou Marina aos ex-presidentes Jânio Quadros e Fernando Collor pela falta de apoio político no Congresso em suas gestões.

O apresentador do programa diz que “Dilma reúne tudo o que um governante precisa: conhece os problemas, sabe construir as soluções e tem força política para realizar projetos. Numa democracia, ninguém governa sozinho, sem partidos”. O locutor então informa que a base de apoio de Marina Silva conta hoje com 33 deputados.

“Para aprovar um simples projetos de lei, seriam necessários, no mínimo, 129 deputados. E para aprovar uma emenda constitucional, 308. Como você acha que ela vai conseguir esse apoio sem fazer acordos? E será que ela quer? Tem jeito para negociar? Duas vezes na nossa história o Brasil elegeu salvadores da pátria, chefes de partido do eu sozinho. E a gente sabe como isso acabou”, diz o locutor da propaganda.

Apareceram então na tela imagens em referência a Jânio Quadros, que renunciou à presidência em 1961, ao impeachment de Fernando Collor, em 1992.

“Sonhar é bom, mas eleição é hora de botar o pé no chão e voltar à realidade", conclui o locutor. A propaganda não cita o nome e não mostra a imagem de Collor. Atualmente, Collor (PTB) é senador candidato à reeleição com apoio do PT em Alagoas. De acordo com as últimas pesquisas de intenção de voto, Marina pode vencer Dilma em eventual segundo turno. Em simulação de primeiro turno, elas aparecem empatadas.

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