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Caminhoneiros voltam a se mobilizar em Brasília e governo monitora rumores sobre nova greve

Foto: cortesia de leitor

Caminhões começaram a se concentrar no estacionamento Mané Garrincha neste sábado (2)

 

"Estou sabendo de alguns comentários, mas nenhum dos grupos com que tenho contato me falou [sobre greve]. De caminhoneiro eu acho difícil. Mas há um pessoal que fica dizendo nas redes sociais que tem que fazer uma nova greve, que o acordo não atendeu as necessidades. Isso complica, porque a categoria já tem tantos problemas e faz uma greve que muito pouco atendeu, e o pessoal ainda fica fazendo besteira", ponderou José Araújo, para quem há grupos de caminhoneiros que, depois da "bem-sucedida paralisação que parou o Brasil inteiro, de forma espontânea", acabam por provocar desunião na categoria.

"Ninguém tem que querer aparecer no momento que não deve", reclamou.

Vídeo institucional

A preocupação do governo ficou institucionalmente exposta com a veiculação de um vídeo institucional nas redes sociais do Palácio do Planalto. Para alertar a população a respeito da ação de "aproveitadores", um rapaz aprece diante de caminhões estacionados para assegurar que o Brasil "voltou a caminhar" e que boatos espalhados pela internet devem ser descartados.

"Pessoal, tem muita notícia mentirosa circulando por aí, especialmente sobre a greve dos caminhoneiros.  Por isso, é importante que você não acredite em qualquer coisa que chegue para você nos grupos da família ou do trabalho, porque tem um bando de aproveitadores que querem usar os caminhoneiros para espalhar o caos no país", diz o comunicador.

 

Veja:

 

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, tem dito em entrevistas que os rumores sobre a nova greve não têm fundamento. Segundo Jungmann, o governo não está apenas monitorando os emissários das mensagens, como garante Etchegoyen, mas também podem ser punidos por desordem e por causar apreensão à sociedade.

As greve não só assombrou o país com desabastecimento em larga escala e prejuízos bilionários para o setor produtivo. No campo político, em ano eleitoral, deu combustível à oposição e abalou ainda mais o já combalido governo Michel Temer, que jamais chegou a 10% de aprovação em pesquisas de opinião. Como efeito mais impactante, a demissão de Pedro Parente da presidência da Petrobras levou à desvalorização das ações da empresa e à apreensão do mercado em torno de sua política de preços – que, segundo seus crítico, foram o estopim de toda a crise do setor e da revolta dos caminhoneiros. Ontem (sábado, 2), novo aumento do preço do litro da gasolina foi anunciado pela petrolífera: alta de 2,25% nas refinarias.

 

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