Câmara nega pedido para homenagear golpe de 1964

Henrique Alves argumentou que parlamentares foram cassados durante regime. "A Câmara foi perseguida, brutalmente atingida pela revolução"

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), vetou nesta terça-feira (25) pedido do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) para a realização de uma sessão em comemoração ao regime militar e seus "feitos".

O mais ostensivo defensor da ditadura militar no Congresso, Bolsonaro afirmou que o regime, instaurado em 1964, teve amplo apoio social e possibilitou, ao longo de duas décadas, a consolidação da democracia.

Henrique Alves disse que não poderia acolher um requerimento para exaltar a ditadura. Segundo ele, "a Câmara não poderia fazer isso de jeito nenhum porque foi perseguida, brutalmente atingida pela 'revolução', e seus membros cassados". No Twitter, Alves afirmou que “a Câmara não pode homenagear um regime que fechou três vezes a casa legislativa e cassou 173 parlamentares”. Destacou ter tido apoio dos líderes partidários.

Alves acolheu requerimento da deputada Luiza Erundina (PSB-SP) para a realização de uma sessão solene para discutir o regime militar de 1964. A sessão está marcada para o dia 1º de abril.

(Com Agência Câmara)

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