Câmara envia ao MJ pedido de proteção policial para ex-servidora da Petrobras

Assinada pelo líder da Oposição no Congresso, deputado Ronaldo Caiado, solicitação visa manter integridade física de ex-gerente da estatal, que diz ter sido ameaçada de morte

A Presidência da Câmara encaminhou nesta sexta-feira (12) ao Ministério da Justiça um pedido de proteção policial, feito pela liderança do DEM, para a servidora afastada da Petrobras Venina Velosa da Fonseca. Funcionária de carreira desde 1990, Venina alertou por diversas vezes a cúpula da Petrobras, incluindo a presidente da estatal, Graça Foster, sobre indícios de irregularidade em contratos e serviços, segundo manchete de capa do jornal Valor Econômico.

Além de não ter tomado qualquer providência para apurar os fatos, diz a matéria, a diretoria destituiu dos respectivos postos quem tentou combater as ilicitudes e chegou mandar a denunciante para o exterior. O jornal diz ainda que Venina chegou a enviar e-mail a Foster relatando ter sido ameaçada de morte com uma arma, supostamente por ter feito as denúncias. Em nota, a petrolífera negou a omissão, mas não fez menção à versão sobre tais ameaças.

Assinada pelo líder da Oposição no Congresso, deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), a solicitação de proteção foi encaminhada pela Secretaria Geral da Mesa da Câmara “para conhecimento” de seu conteúdo por parte do ministério, a quem cabe a decisão por destacar agentes da Polícia Federal para a tarefa.

“Em face da contundência dos fatos, solicitamos de Vossa Excelência que envide todos os esforços necessários – em nome da Câmara dos Deputados – junto ao Sr. Ministro de Estado da Justiça, com vistas a que sejam adotadas as providências cabíveis para assegurar a proteção desta cidadã e sua família, uma vez que ela – de forma corajosa e antes mesmo da Operação Lava Jato da Polícia Federal se tornar pública – já havia se posicionado no sentido de denunciar os graves casos de corrupção instalados na Petrobras, sofrendo – já à essa época – retaliações profissionais e ameaças à sua vida e à de sua família”, diz Caiado, dirigindo-se ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

Com a repercussão da notícia, a oposição já se articula para tomar providências paralelas às investigações já em curso no Ministério Público Federal no Paraná, onde tramitam os inquéritos da Lava Jato. Líderes oposicionistas já preparam um relatório alternativo para ser apresentado à CPI mista da Petrobras, que nesta semana apreciou um parecer sem indiciamentos – a ideia da oposição agora é pedir o enquadramento de Graça Foster, entre outras sugestões. Diante da nova denúncia, vai crescer a pressão para que a diretoria da estatal seja destituída.

“A presidente da Petrobras, Graça Foster, perdeu todas as condições de continuar à frente da empresa”, escreveu hoje o líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA), em sua conta no Facebook.

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