Câmara convoca Gilberto Carvalho para falar sobre índios

Deputados da bancada ruralista aprovaram requerimento para o ministro da Secretaria-Geral da Presidência falar sobre demarcação de terras. Ideli criticou a iniciativa

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) da Câmara aprovou nesta quarta-feira (12), por 25 votos a dez, a convocação do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Cavalho, para explicar os recentes incidentes envolvendo demarcação de terras indígenas no Paraná e no Mato Grosso do Sul. A iniciativa de chamar o ministro, um dos interlocutores do Palácio do Planalto com os índios, foi da bancada ruralista.

Por 25 votos a 10, a Comissão de Agricultura aprovou nesta quarta-feira a convocação do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, para prestar esclarecimentos sobre todo o processo que envolve as demarcações de terras indígenas no País. O deputado Bohn Gass, do PT do Rio Grande do Sul, chegou a entrar em contato com Carvalho, agendando a vinda do ministro para a semana que vem, numa tentativa de evitar a convocação. Mas o plenário não aceitou.

"Faz mais de dois anos que estamos insistindo em solução e só temos enrolação. Ao ministro da Justiça, ao advogado-geral da União, Casa Civil... nós não sabemos mais a quem apelar em cima deste processo. As mortes estão ocorrendo", afirmou o deputado Luiz Carlos Heinze (PP-RS), autor do requerimento de convocação.

Um dos vice-líderes do PT, o deputado Bohn Bass (RS) tentou negociar com a bancada ruralista. Segundo ele, o ministro se dispôs a comparecer na comissão por meio de convite. Mesmo assim, os ruralistas não toparam. Para a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, a convocação foi desnecessária. "Até porque os ministros têm tido total disposição de vir ao Congresso toda vez que tem sido convidado para esclarecer", disse a ministra.

De acordo com a ministra, Carvalho vai comparecer à comissão da Câmara com a "maior traquilidade". "Ele virá e prestará todos os esclarecimentos e temos uma série de medidas e debates que estão sendo feitos no governo. A questão indígena tem respeito total, mas tem também as tarefas e as necessidades da nação, como é o caso, das demandas do país e o ministro já declarou que as usinas hidrelétricas necessitam ser executadas e serão", finalizou.

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