Câmara aprova convite para Cardozo explicar Porto Seguro

Ministro da Justiça vai participar de audiência conjunta de duas comissões para tratar da investigação da Polícia Federal. Aprovação do requerimento é resultado de acordo entre governo e oposição

A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC) aprovou nesta quarta-feira (28) convite ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para que explique, na Câmara, a Operação Porto Seguro, da Polícia Federal. Ele vai participar de uma audiência conjunta entre a CFFC e a Comissão de Segurança Pública na próxima terça-feira (4), que já estava marcada anteriormente.

A aprovação do convite é o resultado de um acordo feito entre líderes do governo e da oposição ontem (27). Governistas admitem a presença de Cardozo no Congresso para falar sobre a Porto Seguro, que investiga a atuação de um grupo formado por servidores públicos e agentes privados infiltrado em sete órgãos federais para a obtenção de pareceres técnicos fraudulentos em benefício de interesses particulares.

O requerimento foi apresentado pelo deputado Mendonça Filho (DEM-PE). O texto foi alterado para transformar a convocação em convite. No primeiro caso, existe a obrigação de comparecer ao Congresso. No segundo, Cardozo pode recusar. Porém, ele deve comparecer, já que sua presença estava confirmada na Comissão de Segurança Publica. Na mesma sessão da CFFC, foi apresentado um requerimento para audiência conjunta entre as duas sessões pelo deputado Edson Santos (PT-RJ).

O acordo também passou pelo Senado. Parte da oposição concordou em trocar a convocação por convite ao advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, o diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Marcelo Guaranys, e o diretor-geral da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu Guillo. Se depender de governistas, estes serão os únicos integrantes do governo a irem ao Congresso prestar esclarecimentos.

Número 2 da AGU e chefe de gabinete de Dilma são indiciados
Dilma afasta servidores envolvidos na Porto Seguro

Ontem, o líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), defendeu o convite a Cardozo. “Achamos apropriado que o ministro José Eduardo Cardozo venha, por meio de um convite, explicar toda a operação, suas implicações e dimensões. Na nossa opinião, isso é suficiente", afirmou. Para ele, a convocação dos demais é exagero. Chinaglia também qualificou a intenção de convidar Lula como "brincadeira".

Leia também:

Porto Seguro: senadores querem ouvir indiciados pela PF e ministro
Senado nega manobra na aprovação de diretor de agência

Saiba mais sobre o Congresso em Foco

Continuar lendo

Assine e obtenha atualizações em tempo real em seu dispositivo!