Cama hospitalar e microônibus compõem leilão de 147 lotes do Senado

Como há mais de um item na maioria dos lotes, serão centenas de produtos ofertados ao público ao lance mínimo inicial de R$ 100 e máximo de R$ 51.100. Casa vai repor equipamentos

Como já é tradição em todo começo de legislatura, o Senado fará nesta quarta-feira (25), às 10h, um leilão de 147 lotes que reúne, entre outras coisas, itens como cama hospitalar, “módulo de sofá”, jipe Toyota ano 1998 e uma guilhotina trilateral fabricada em 1985 – com a ressalva, segundo o leiloeiro, de que a máquina para uso em gráficas “requer reparo na placa de comando eletrônico, fotocélulas, freio e embreagem”. Como há mais de um item na maioria dos lotes, serão centenas de produtos ofertados ao público ao lance mínimo inicial de R$ 100 (fogão, forno, máquina de lavar etc) e máximo de R$ 51.100, que é o preço avaliado para um Ford F-4000 G, ano 2006, com “carroceria aberta”, movido a diesel e cerca de 45 mil quilômetros rodados.

Até um microônibus a diesel, ano 1993, com lance inicial de R$ 24.500, consta da lista de bens públicos a serem leiloados. Além do veículo de passageiros, um caminhão e outros seis automóveis estão à venda. Com a oferta dos produtos – os leilões do Senado costumam movimentar um grande número de potenciais compradores, devido ao preço módico oferecido –, a direção da Casa dá início ao procedimento de reposição de equipamentos.

Até o momento, 16 pregões já foram anunciados pela administração do Senado em 2015. Os editais reúnem, entre outros propósitos, a aquisição de “uniforme operacional” para policiais legislativos, o “fornecimento de materiais elétricos e correlatos” e a “contratação de empresa especializada para confecção de clichês de zinco com símbolo Brasão da República, para impressão tipográfica em tinta, relevo seco e douração para a Secretaria de Editoração e Publicações”.

O leilão é aberto ao público, nos termos do edital lançado, e será realizado no Núcleo Bandeirante, cidade-satélite de Brasília a cerca de 20 quilômetros do Congresso. Os produtos ficaram expostos à visitação pública desde o último dia 18 até hoje (terça, 24) em um galpão da Gráfica do Senado.

“O Senado Federal poderá retirar parte dos lotes postos à venda, ou, antes da retirada dos bens arrematados, no interesse público e desde que em decorrência de fato superveniente devidamente justificado, revogar este Leilão, parcial ou totalmente, devendo, no caso de ilegalidade, anulá-lo, no todo ou em parte, em despacho fundamentado. É vedado ao arrematante do lance vencedor ceder, permutar, vender ou qualquer outra forma negociar os lotes arrematados antes do pagamento e da extração da Nota de Venda do Leiloeiro, não havendo em qualquer hipótese substituição de notas”, diz o edital, em suas “disposições finais”.

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