Caixa de Pandora: DEM mantém apoio a Arruda

Fábio Góis

O líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), reafirmou a confiança de seu partido no governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), que começou o dia às voltas com Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. Deflagrada hoje (27) pela manhã em Brasília, a ação da PF colocou em xeque a alta cúpula do governo do DF, e decorre do inquérito 650-DF, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Em suma, as investigações se concentram em esquema de distribuição de dinheiro público para a base aliada do Governo do Distrito Federal, envolvendo órgãos públicos da DF. Na manhã desta sexta-feira, diversos gabinetes de deputados distritais da Câmara Legislativa do DF foram alvo de averiguação e retenção de material pela PF, com autorização do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ao todo, 29 mandatos de busca e apreensão foram expedidos.


Segundo Agripino, enquanto não houver prova do suposto envolvimento de Arruda nas irregularidades, o partido não se manifestará e manterá a postura diante do governador. O presidente nacional do DEM, Rodrigo Maia, confirma que a legenda, por enquanto, não vai se posicionar sobre o assunto mesmo por meio de nota à imprensa.


“O que há? Quais são os fatos, as justificativas, as acusações? Eu não sei quais as acusações que pesam, e sobre quem”, disse o senador ao Congresso em Foco. “Essas acusações precisam ser esclarecidas, os fatos precisam vir à tona. Há alguma acusação contra Arruda? Eu não sei. O partido só vai se manifestar sobre essas questões na hora em que elas forem respondidas.”


As investigações tiveram início há seis meses, com os primeiros trabalhos desenvolvidos pela Polícia Civil do DF. Quatro assessores diretos de Arruda citados na operação já foram exonerados, por determinação do próprio governador. Não previsão de quando Arruda, que está reunido neste momento com assessores na residência oficial do GDF, dará esclarecimentos sobre a operação da PF.


Agripino disse que o fato de Arruda ter exonerado seus assessores mais próximos demonstra “isenção”. “Se isto está acontecendo é uma manifestação claríssima de isenção por parte do governador”, disse Agripino, para quem não são suficientes para incriminar Arruda os indícios de envolvimento de deputados aliados e secretários do GDF.

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