Cabral não come comida da prisão, recebe jornal e fica solto, diz ex-detento de Bangu 8

Em entrevista à rádio BandNews FM, detento que ficou preso na mesma ala que o ex-governador relata regalias de Cabral e seus companheiros de cela. Secretaria de Administração Penitenciária diz que informação não procede

 

Após ficar preso na mesma ala do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), um presidiário denunciou as regalias recebidas pelo político dentro do presídio. Em entrevista à rádio BandNews FM, o ex-detento – liberado nesta semana, por ser um crime de baixa periculosidade – contou detalhes da rotina do ex-governador. Segundo o relato, Cabral o come comida da prisão, recebe jornal diariamente e só fica dentro de sua cela quando os outros detentos estão em banho de sol. O restante do dia, fica solto.

A rotina de luxo para um penitenciário é uma realidade não só para Cabral, como para aliados do ex-governador também presos em Bangu 8. Mesmo com as regalias, o ex-detento conta que o ex-governador está muito abatido, mas é sempre educado e solícito com os companheiros.

Em sua cela, que Cabral divide com mais três pessoas, ele tem um colchão diferente dos usados pelos outros detentos, além de ventilador e um cooler – abastecido diariamente com dois sacos de gelo. Ao contrário dos demais, o ex-governador não usa o uniforme da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), mas apenas uma blusa branca e a calça da Seap, diz o relato.

As refeições de Cabral são diferentes, segundo a fonte da BandNews FM. Os pratos são preparados especialmente para ele. "Via strogonoff, picanha, feijoada. Mas, churrasco e festinha não tem", conta o ex-detento. Por isso, as quentinhas da Seap que seriam de Cabral são jogadas fora.

O rapaz que contou os detalhes da vida de Cabral em Bangu 8 diz que ficava a cerca de dois metros de distância da cela do ex-governador. Conta, ainda, que tinha pouco contato com Cabral e falava com ele apenas para pedir o jornal emprestado.

A Secretaria de Administração Penitenciária nega veementemente o relato: "A informação não procede", diz em nota. Segundo a Seap, "a unidade prisional vem sendo fiscalizada constantemente pelo Ministério Público e Vara de Execuções Penais, que não constataram tais mordomias citadas".

Sérgio Cabral está preso desde novembro, quando foi deflagrada a Operação Calicute, também desdobrada da Lava Jato. Na segunda-feira (13), ele passou mal e foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do complexo penitenciário. Após a realização de exames, ele foi liberado e passa bem.

Leia a íntegra da nota da Secretaria de Administração Penitenciária:

"A informação não procede. A unidade prisional vem sendo fiscalizada constantemente pelo Ministério Público e Vara de Execuções Penais, que não constataram tais mordomias citadas."

Ouça a íntegra da entrevista

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