Brizola Neto diz que vai trabalhar por unidade no PDT

Apesar de contestado pela cúpula de seu partido, novo ministro do Trabalho afirma que partido vai reencontrar a unidade e apoiar o governo durante sua gestão na pasta

Um dia após ser anunciado como novo ministro do Trabalho, o deputado Brizola Neto (PDT-RJ) disse hoje (1º) que atuará para resgatar a “unidade partidária”. O novo ministro, que tomará posse na quinta-feira (3), teve sua indicação pela presidenta Dilma contestada pela cúpula do partido, que preferia outros dois nomes – o deputado Vieira da Cunha (RS) e o secretário-geral da legenda, Manoel Dias.  Brizola Neto afirmou que trabalhará para que o PDT se una no apoio ao governo.

Brizola Neto é o novo ministro do Trabalho
Leia outros destaques do Congresso em Foco

Ao participar de festa promovida por cinco centrais sindicais em São Paulo, durante as comemorações do Dia do Trabalho, Brizola Neto minimizou as insatisfações dos dirigentes do partido com sua indicação. “Em qualquer partido é normal que haja escolhas e preferências pessoais”, declarou. Segundo ele, há “questões maiores” para unir o partido do que divergências no processo de escolha de ministro. “É importante o partido dar sinalização de unidade”, ressaltou.

Na entrevista coletiva, concedida na Praça Campo de Bagatelle, na zona norte da capital paulista, defendeu a retomada da produção industrial “sem a perda de direitos” do trabalhador como principal meta de sua gestão.

Ele assume o cargo ocupado interinamente, desde dezembro, por Paulo Roberto Pinto. Dilma era pressionada pelo PDT a indicar um nome do partido desde que o presidente da legenda, Carlos Lupi, deixou o Ministério do Trabalho após ser alvo de denúncias. A escolha da presidenta, no entanto, não agradou ao comando pedetista, que se queixou de “falta de diálogo” por parte de Dilma.

A presidenta escolheu Brizola Neto por considerá-lo um aliado fiel ao seu governo. No final de fevereiro, por exemplo, o deputado fluminense votou a favor do novo modelo de previdência para o funcionalismo público, com a criação da Fundação de Previdência Complementar do Serviço Público Federal (Funpresp). Dos 24 pedetistas, apenas o deputado fluminense e Marcos Medrado (BA) votaram conforme a orientação do Planalto (veja a lista de votação). O restante da bancada se posicionou contra a proposta governista.

Saiba mais sobre o Congresso em Foco

Continuar lendo

Assine e obtenha atualizações em tempo real em seu dispositivo!