Brasil é o 119º do mundo em crescimento econômico

Entre os países que menos cresceram no último ano e em recessão técnica, a sétima economia mundial entra em sinal de alerta. Mas os desafios vão muito além do PIB, mostra a Revista Congresso em Foco

O Brasil caminha para a eleição presidencial sob um cenário de grandes incertezas na economia e um gigantesco desafio para melhorar seus indicadores sociais. De acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), a taxa de 2,3% de crescimento registrada em 2013 reserva ao país a nada honrosa 119ª colocação mundial. Ficamos atrás da quase totalidade das potências emergentes e dos nossos vizinhos do continente americano. Chile, Uruguai, Colômbia e mesmo a cambaleante Argentina cresceram todos mais de 4%. A China, 7,7%. O Paraguai, 13%. O africano Sudão do Sul, líder desse ranking, 24,4%. Superamos, é verdade, muitos países desenvolvidos, alguns dos quais às voltas hoje com taxas de desemprego mais altas que a brasileira, mas mesmo essas economias oferecem um nível de bem-estar para as suas populações do qual o Brasil continua distante.

 

 

 

Dados divulgados no último dia 29 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que o país está em de recessão técnica, expressão utilizada por economistas para caracterizar o que ocorre quando a economia encolhe por dois trimestres consecutivos. No cenário internacional, o país ainda se destaca em um aspecto – possui a sétima maior economia do mundo. Mas continua a ocupar péssimas colocações em áreas como saneamento básico, segurança pública e educação.  É o que mostra reportagem da Revista Congresso em Foco.

No ranking da educação divulgado em abril pela empresa de sistemas de aprendizado Pearson (ligada ao jornal Financial Times) e pela consultoria britânica Economist Intelligence Unit, o Brasil ficou em 38º lugar entre 40 países. Ficou à frente apenas do México e da Indonésia. Pesquisa divulgada pelo IBGE em setembro do ano passado revela que 13,2 milhões de brasileiros adultos não sabem ler ou escrever. Eles representam 8,7% das pessoas com mais de 15 anos no país.

Na segurança pública, o Brasil aparece como o campeão em número absoluto de homicídios: são 50 mil assassinatos por ano. Responsável por 11,4% das mortes violentas do planeta, o país ocupa a 16ª colocação no ranking da violência. A taxa nacional é de 25,2 assassinatos a cada 100 mil habitantes, número quatro vezes maior que a média mundial, segundo dados do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc).

A reportagem aponta outro enorme desafio: a sétima economia mundial é apenas a 112ª colocada, em um conjunto de 200 países, no quesito saneamento básico. De acordo com o Instituto Brasil, o indicador nacional (0,581), de 2011, situa o país abaixo de nações do Norte da África, do Oriente Médio e da América Latina com renda média inferior à brasileira.

Leia trecho da reportagem: Nosso lugar no planeta

Veja a reportagem completa na Revista Congresso em Foco

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