Bombeiros dizem que 44 pessoas ainda não foram localizadas após desabamento de prédio em São Paulo

 

O Corpo de Bombeiros informou na manhã desta quarta-feira (2) que 44 moradores do edifício que desabou em chamas no Largo Paissandu, em São Paulo, ainda não foram localizados. Os bombeiros não sabem se essas pessoas estavam no prédio no momento do desabamento ou não. Também não há informações sobre mortos porque nenhum corpo foi resgatado.

A estimativa é que os trabalhos no local durem pelo menos uma semana. Para facilitar as buscas, as equipes de resgate vão usar câmeras térmicas que detectam o calor da pele humana e se a pessoa está viva.

Segundo o Corpo de Bombeiros, 372 pessoas, de 146 famílias, viviam clandestinamente no Edifício Wilton Paes de Almeida. O imóvel pertencia à União, mas foi ocupado por moradores ligados ao Movimento de Luta Social por Moradia (MLSM).

O Ministério Público de São Paulo reabriu a investigação sobre as condições estruturais do prédio que havia sido arquivada a pedido do promotor Marcus Vinícius Monteiro dos Santos após a constatação de que, segundo ele, a estrutura não oferecia risco.

Moradores afirmaram que o incêndio começou após a discussão de um casal, no quinto andar, que cozinhava com álcool.

A Defesa Civil fará vistoria em 70 imóveis ocupados pelos sem-teto em São Paulo para verificar a situação de cada um.

A obra do edifício Wilton Paes de Almeida consumiu sete anos de trabalho, entre 1961 e 1968, para ser a primeira sede da Companhia Comercial Vidros do Brasil. O prédio foi projetado pelo arquiteto francês Roger Zmekhol (1928-1976), em estilo modernista, e inaugurado em 1968, em plena ditadura militar. Sua estrutura, erguida em um terreno de 650 metros quadrados, tinha área construída de 12 mil metros quadrados. Construído ao lado da Igreja Evangélica Luterana de São Paulo, seu desabamento destruiu parte do templo.

Em 1992, foi tombado como patrimônio histórico por ter sido considerado “bem de interesse histórico, arquitetônico e paisagístico”. Propriedade da União desde 2002, o prédio já abrigou unidades da Polícia Federal e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e, atualmente, acolhia famílias sem teto há anos.

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