Bolsonaro demite assessora apontada como fantasma após denúncia de jornal

O candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL) demitiu ontem (segunda, 13) Walderice Santos da Conceição, apontada como funcionária fantasma do parlamentar.

Em janeiro, o jornal Folha de S.Paulo revelou que Walderice, conhecida como Wal, estava registrada como um dos 14 funcionários do gabinete parlamentar de Bolsonaro em Brasília, mas, na verdade, trabalhava como vendedora de açaí em uma praia em Angra dos Reis (RJ), onde o deputado tem casa. Como funcionária do gabinete, Wal recebia salário bruto de R$ 1.351,46.

De acordo com moradores de Angra dos Reis, Wal e seu marido prestavam serviços na casa de veraneio de Bolsonaro.

O pedido de demissão foi feito pela própria Wal, segundo Bolsonaro, que afirmou que seu único crime foi “dar água para os cachorros”.

“Tem dois cachorros lá e, pra não morrer, de vez em quando ela dá água pros cachorros lá, só isso”, disse o candidato.

O jornal também apontou que, de janeiro a julho deste ano, Wal recebeu R$ 17.240 como funcionária do gabinete parlamentar do deputado.

O valor corresponde ao salário mensal de R$ 1.416 brutos, mais o adicional de férias pago em janeiro (R$ 450) e aos auxílios transporte, alimentação, creche, natalidade que chegam a R$ 982 por mês.

Durante o debate dos presidenciáveis, promovido pela Band na última quinta-feira (9), Bolsonaro foi questionado pelo candidato do PSOL, Guilherme Boulos, sobre quem seria Wal.

“A senhora Wal é uma funcionária minha em Angra dos Reis. Quando a Folha de S.Paulo foi lá e não achou, botou manchete no dia seguinte de que ela estaria lá fantasma. Só que em boletim administrativo da Câmara dos Deputados de dezembro ela estava de férias”, explicou Bolsonaro.

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