Bolsonaristas defendem Wajngarten: “Não há irregularidades”

Bolsonaristas sairam em defesa do chefe da Secretária de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), Fábio Wajngarten, após a Folha de S. Paulo revelar que empresas que prestam serviços de publicidade para o governo mantém vínculos comerciais com uma empresa da qual o publicitário é sócio.

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O ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, Luiz Eduardo Ramos, afirmou que a reportagem é "mais umas dessas maldades que se faz contra homens públicos". "Fábio é um homem sério, honesto e dedicado ao governo ao país. Confio no trabalho dele", disse no Twitter.


Também na rede social, a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) afirmou que Wajngarten não é administrador da empresa e que os contratos da FW Comunicação e Marketing com cinco empresas que prestam serviço para o governo são anteriores à nomeação do publicitário para o cargo no Planalto.

FW recebe de empresas contratadas pela Secom

A reportagem publicada pela Folha revela que, mesmo após assumir o cargo no Planalto, o chefe da Secom continua como principal sócio de uma empresa que tem contratos com pelo menos cinco empresas que recebem verbas do governo.

A Secom é responsável por definir a destinação da verba de propaganda do Planalto, além de ditar regras para as contas dos demais órgãos federais. Só no ano passado, a secretaria gastou R$ 197 milhões em campanhas.

A legislação proíbe integrantes da cúpula do governo de manter negócios com pessoas físicas ou jurídicas que possam ser afetadas por suas decisões, prática conhecida como conflito de interesses. Caso o benefício indevido seja comprovado, o ato se caracterizaria como improbidade administrativa, que pode levar à demissão do cargo.

Entre as empresas que recebem dinheiro do governo por meio da Secom e também têm vínculos com a FW estão as emissoras Record e Band, que viram suas participações na verba publicitária do governo crescer no governo Bolsonaro.

Em resposta à Folha, Wajngarten afirmou que não há "nenhum conflito" de interesses em manter negócios com empresas que a Secom e outros órgãos do governo contratam. "Todos os contratos existem há muitos anos e muito antes de sua ligação com o poder público", disse a Secom, por meio de nota.

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