Barroso sobre delação premiada: ‘Vazamentos seletivos preocupam’

Ministro é o responsável por analisar o pedido da CPMI da Petrobras em acessar a íntegra dos depoimentos sigilosos dados por Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa dentro do inquérito da Operação Lava Jato

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso demonstrou nesta quinta-feira (6) preocupação com o "vazamento seletivo" de informações relacionadas dos depoimentos sigilosos do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa dentro do processo de delação premiada da Operação Lava Jato. Barroso é o relator para acessar o conteúdo completo das declarações feito pela CPMI da estatal no Congresso.

“Mesmo quando o Congresso receba material sigiloso, conserva o dever de manter sigilo. Precisamos viver processo de amadurecimento institucional, o que significa respeitar as regras”, disse o ministro. Segundo ele, os “vazamentos seletivos preocupam não com relação ao Congresso, mas com relação ao tema em geral". “O vazamento do que é sigiloso é um evidente descumprimento da lei”, declarou.

De acordo com o ministro, ele espera um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) para decidir sobre o assunto. Ele afirmou que, após o posicionamento da PGR, pretende tomar sua decisão “com brevidade”. “A decisão é minha, mas vou ouvir manifestação da PGR e já ouvi manifestação do ministro Teori Zavascki [relator do caso]”, disse.

Segundo Barroso, a decisão é importante pelo fato de a delação premiada ser um instituto relativamente novo. “Seus contornos ainda estão sendo definidos”, comentou. O ministro destacou que o sigilo é “a essência” desse tipo de investigação. O ministro falou sobre o assunto durante o 9º Encontro Nacional da Indústria, onde participou de painel de discussão sobre a segurança jurídica no setor.

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Com informações da Agência Brasil

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