Ausência de Tia Eron na sessão de votação do Conselho de Ética beneficia Cunha

O voto da deputada, que ainda não registrou presença no plenário, é encarado como decisivo para o futuro da vida política de Cunha. Se Tia Eron não aparecer, voto será proferido por Carlos Marun, conhecido aliado do presidente afastado

O placar da votação do parecer que pede a cassação do mandato do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) segue imprevisível. Isso porque depois de mais de três horas desde o início da reunião do Conselho de Ética, a deputada Tia Eron (PRB-BA) ainda não registrou presença no plenário onde o colegiado está reunido. A assessoria da parlamentar informou que ela está em Brasília, mas não soube dizer se ela já está na Câmara dos Deputados. O voto de Tia Eron é encarado como decisivo para o futuro da vida política de Cunha.

A ausência de Tia Eron beneficia o time de Cunha, pois o primeiro suplente do bloco partidário ao qual pertence a deputada a registrar presença foi o peemedebista Carlos Marun (MS) - conhecido aliado do presidente afastado. Se a parlamentar não aparecer, caberá a Marun proferir o voto pela deputada. Enquanto Tia Eron não chega, o Psol - partido que assina a autoria da representação contra Cunha no Conselho de Ética - segue fazendo campanha nas redes sociais para que a deputada compareça e vote a favor da cassação de Cunha, com a hashtag #TiaEronCadêVocê e #VemTiaEron.

"Aguardamos ansiosamente a Tia Eron", disse o deputado Chico Alencar (Psol-RJ). "Vejo que os colegas todos compareceram e que ela ainda não chegou. Ela já tem uma pré-definição que todos temos, depois de tanto tempo, absolutamente razoável. Espero que se confirme no voto", acrescentou. "Não se sabe o voto dela, mas ela já fez declarações", disse o líder do Psol, Ivan Valente (SP). "Mas ontem teve uma reunião do presidente nacional do PRB, Marcos Pereira, com Temer", completou o deputado.

Evangélica como Cunha, a parlamentar baiana foi colocada no Conselho de Ética, em abril, no lugar do antigo relator do processo, Fausto Pinato (PP-SP). Pinato ocupava a vaga do PRB no conselho. Mas, quando mudou de partido, a liderança da legenda nomeou Eron para a vaga. A deputada surgiu como uma das táticas do presidente afastado da Câmara para ter maioria no colegiado e, assim, livrar-se do pedido de cassação.

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