Aumenta a troca de críticas entre Dilma e Marina

As duas candidatas elevaram o tom neste início de semana trocando acusações que envolvem a CPMF e a Petrobras. Dilma seguirá com comerciais que criticam Marina. Novos filmes vão ao ar hoje

A presidente Dilma Rousseff  (PT) e a candidata do PSB à presidência, Marina Silva, subiram o tom nas críticas recíprocas, mostra o jornal O Globo. No Rio, onde participou de um encontro com atletas e dirigentes esportivos, a petista acusou a adversária de ter "desvio de caráter" e voltou a afirmar que ela mentiu sobre a posição na votação da CPMF. Em São Paulo, Marina afirma que "mentirosa é quem diz que não tinha roubo na Petrobras", em relação às denúncias de corrupção na estatal. A artilharia petista vai continuar: em uma inserção programada para a televisão hoje, o programa de Dilma vai mostrar uma foto sombria de Marina ladeada pelos ex-senadores Jorge Bornhausen e Heráclito Fortes, hoje no PSB, enquanto o locutor dirá que a candidata "agora anda com gente da ditadura (militar)".

Ontem ao final da entrevista coletiva, continua O Globo, sem ser questionada a respeito, Dilma atacou Marina: "Eu acho que um presidente pode se equivocar, errar e se confundir. Só tem uma coisa que um presidente não pode fazer: mentir. O jornal O Globo e nós (campanha) levantamos que, nas duas ocasiões em que houve votação para criar a CPMF e para prorrogá-la, a candidata Marina não votou. E disse na minha frente e de todo Brasil que tinha votado sim. Eu acredito que é muito importante que as pessoas assumam o que fazem. Errar é humano. Mentir é desvio de caráter", disse Dilma.

Ao criticar a forma como petistas estão trabalhando contra a sua candidatura, a ex-senadora foi ainda mais dura. Comentou que a "pior fraqueza" é aquela em que "você fere e, depois, diz: 'engula o choro'". Marina lembrou ainda que comemorou quando o Brasil teve a primeira presidente mulher, em 2010, mas lamentou os acontecimentos recentes. "Nunca pensei que uma mulher poderia permitir que pudessem fazer o que estão fazendo para destruir a biografia de outra mulher" .

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