Após indefinição, Serra decide permanecer no PSDB

Ex-governador de São Paulo e candidato derrotado à presidência em duas oportunidades diz que prioridade é "derrotar o PT". Para Aécio Neves, permanência garante a unidade do partido

Após ter se aproximado do PPS para tentar viabilizar uma candidatura à Presidência da República, o ex-governador José Serra decidiu permanecer no PSDB. Ele confirmou a decisão nesta terça-feira (1º) em sua página no Facebook. Caso optasse por trocar de partido, Serra precisaria trocar de legenda até sábado (5), prazo previsto pela legislação eleitoral para se filiar a uma agremiação e poder concorrer às eleições de 2014.

"A minha prioridade é derrotar o PT, cuja prática e projeto já comprometem o presente e ameaçam o futuro do Brasil. O PSDB, partido que ajudei a conceber e a fundar, será para mim a trincheira adequada para lutar por esse propósito. A partir dela me empenharei para agregar outras forças que pretendem dar um novo rumo ao país", escreveu Serra. Governador de São Paulo entre 2007 e 2010, foi candidato derrotado à presidência pelo PSDB em 2002 e 2010.

Presidente nacional do partido e pré-candidato à presidência, o senador Aécio Neves (MG) elogiou a decisão. De acordo com Aécio, a decisão de Serra foi tomada ontem em uma conversa entre os dois. "A permanência de José Serra vai ao encontro das nossas melhores expectativas. No PSDB, que é a casa do Serra, haverá sempre enorme espaço para que ele possa nos ajudar, naquele que é o nosso grande objetivo: colocar fim a esse ciclo de governo do PT que tão mal vem fazendo hoje ao Brasil", afirmou.

Aécio descartou a possibilidade de realização de prévias para decidir quem será o candidato indicado pelo partido para a Presidência da República. "Serra tem capital político e eleitoral, algo raríssimo de se encontrar hoje no Brasil e uma história que honra o Brasil. E nós vamos estar juntos. Aquilo que nossos adversários temiam aconteceu. A nossa unidade será nosso mais valioso instrumento na campanha", disse.

De acordo com o presidente nacional do partido, o PSDB só vai decidir seus candidatos no próximo ano. Na conversa entre os dois, não houve a exigência de Serra ser o nome tucano à Presidência da República. "Ele não colocou nenhuma condicionante para permanecer no partido. Não exigiu nada. Ao contrário, ele reconheceu que esta é a sua casa", disse.

No Facebook, Serra ressaltou que ajudou a fundar e a conceber o PSDB e para ele, esta será "a trincheira adequada para lutar por esse propósito". "A partir dela me empenharei para agregar outras forças que pretendem dar um novo rumo ao país", afirmou na rede social.

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