Após derrota, Aécio é recebido por tucanos no Senado como ‘presidente’

Ao comparecer pela primeira vez no Senado depois de perder no segundo turno, senador mineiro foi acompanhado por cerca de 250 pessoas, de acordo com a segurança da Casa. Militantes cantaram o hino nacional e pediram o impeachment de Dilma Rousseff

A volta do senador Aécio Neves (PSDB-MG) ao trabalho, depois da votação de segundo turno no último domingo (26), causou tumulto na entrada principal do Congresso. Diante de aproximadamente 250 de pessoas - de acordo com a segurança da Casa - com bandeiras, adesivos e faixas com motivos tucanos, Aécio desceu de seu carro oficial, passando a caminhar até a chapelaria, como é conhecida a portaria do Congresso.

Em meio à claque, que disputava espaço com jornalistas e gritava palavras de ordem como “Aécio presidente” e “Fora, PT”, o tucano comentou os recentes pedidos de impeachment da presidenta Dilma Rousseff nas redes sociais e em uma manifestação de rua em São Paulo, no último fim de semana. “Eu fui o candidato das liberdades, da democracia, do respeito. Aqueles que agem de forma autoritária e truculenta estão em outro campo político, não estão no nosso”, declarou, dizendo que fará “veemente oposição” a eventuais atentados à democracia.

Entre pedidos de foto e cumprimentos, Aécio foi seguidamente ovacionado pela militância tucana e rodeado por dezenas de repórteres, cinegrafistas e fotógrafos. Em seguida, cantou o hino nacional, quando também passou a atender pedidos de selfies – não foram poucos os autorretratos feitos com assessores e visitantes do Congresso.

Depois de ter falado rapidamente com a imprensa, Aécio tentou responder também à pergunta de um homem que, com celular em punho, procurava captar a fala em meio a empurrões. O homem queria saber como o senador via aquela recepção no retorno à lida no Senado. “É o povo...”, tentou responder Aécio.

A declaração foi interrompida devido ao empurra-empurra que resultou em sua entrada no elevador privativo do Senado. Ele estava acompanhado de deputados como Carlos Sampaio (PSDB-SP), coordenador jurídico da campanha presidencial, Antonio Imbassahy (PSDB-BA), líder do partido na Câmara, Bruno Araújo (PSDB-PE) e Marcus Pestana (PSDB-MG).

Reunido com correligionários tucanos em seu gabinete, Aécio é esperado para um pronunciamento no plenário do Senado. Depois da derrota para Dilma Rousseff no segundo turno, o tucano ainda não fez qualquer declaração pública, à exceção do discurso feito no dia da votação, reconhecendo o resultado das urnas.

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