Autoridades do Rio Grande do Norte temem vingança do Comando Vermelho contra o PCC

Autor dos ataques do último sábado, Primeiro Comando da Capital é minoria em 28 das 32 unidades prisionais do estado. Procurador-geral de Justiça do Rio Grande do Norte afirma que há grande possibilidade de novos confrontos

 

Apesar de possuir ramificações em todos os estados, com cerca de 21,5 mil pessoas batizadas na facção, o Primeiro Comando da Capital (PCC) é minoria nas unidades prisionais do Rio Grande do Norte. Autoridades de segurança do estado estimam que 28 das 32 unidades prisionais do RN sejam dominadas pelo Sindicato do Crime (SDC), facção aliada ao Comando Vermelho e alvo do massacre do último sábado - que deixou 26 presos mortos na Penitenciária Estadual de Alcaçuz. As informações foram divulgadas no jornal O Estado de S. Paulo desta terça-feira (17).

Mesmo em minoria, o PCC comandou os ataques e continuou se articulando. Na manhã dessa segunda-feira (17), o grupo voltou a participar de novo motim, mas, dessa vez, sem mortes e logo controlado pela segurança. No estado, a situação é tensa. De acordo com a reportagem, agentes penitenciários indicam a possibilidade de reação do SDC diante da ousadia do PCC e da resistência de integrantes da facção em serem transferidos. Cinco presos identificados como líderes do ataque realizado pelo PCC já foram levados para outras unidades, que não foram detalhadas por motivo de segurança.

Apenas o presídio Rogério Coutinho Madruga, a cadeia de Paus dos Ferros, a de Caraúbas e um pavilhão na unidade Mário Negócio, em Mossoró, possuem maioria de membros da facção PCC no Rio Grande do Norte. Ao jornal, o procurador-geral de Justiça do estado, Rinaldo Reis, afirmou que há grande possibilidade de novos confrontos.

No último sábado, 26 presos foram mortos, todos ligados ao Sindicato do Crime do RN. Desses, 15 foram decapitados. O massacre foi comandado por membros do Primeiro Comando da Capital. Para promotores que investigam as organizações criminosas, o SDC foi fundado a partir de uma dissidência do PCC, em 27 de março de 2013. O grupo, na ocasião, estaria insatisfeito com o estatuto vigente da organização, aplicado com vigor em relação ao tratamento com inadimplentes com as mensalidades.

Leia a reportagem completa no site do jornal O Estado de S. Paulo

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