Aos poucos, policiais militares voltam às ruas em Vitória

Após clima de tensão e terror, policiais que estavam de folga e de férias se juntam aos que decidiram retornar ao trabalho e já circulam pelas ruas de Vitória. Mulheres de PMs permanecem acampadas em frente aos quartéis

 

A situação começa a ser normalizada na região de Vitória, capital do Espírito Santo. Policiais militares começaram na tarde deste sábado a voltar às ruas. Às 16h, um grupo de PMs se apresentou na Praça Oito, na região central, e outro na Rodoviária de Vitória, no bairro Ilha do Príncipe. Alguns estão fazendo o policiamento em viaturas e outros a pé.

Até a manhã de hoje, segundo o Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo, foram registrados 137 homicídios desde sábado (4). A situação no Espírito Santo, nos últimos dias, era de total calamidade ante os assaltos, mortes e saques a supermercados e lojas em geral. O clima era de tensão e terror.

O tenente-coronel Rodrigo, comandante do Regimento de Polícia Montada, disse que policiais de diferentes batalhões estão se apresentando. São, principalmente, oficiais e praças que estavam de férias e de folga e estão sendo convocados.

“Estão fazendo a chamada geral. Algumas viaturas estavam rodando mais cedo e agora está incorporando mais militares que estavam de férias e de folga. A Polícia Militar quer voltar”, disse.

O governador em exercício, César Colgano, informou, em entrevista à imprensa, que policiais de sete cidades do interior, principalmente no norte do estado, retomaram as atividades.

Após uma reunião com representantes do governo federal e do governo do estado, o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, disse que não haverá anistia aos policiais militares que estão parados há oito dias no Espírito Santo.

As mulheres e as mães de policiais militares continuam acampadas em frente aos batalhões do Espírito Santo, bloqueando a saída dos policiais militares. Elas dizem que não vão recuar do ato por melhorias salariais e permanecem na porta dos quartéis. Além disso, alegam que não participaram das negociações. A última negociação realizada entre o governo local e associações dos policiais militares e do Corpo de Bombeiros, realizada na noite de ontem (sexta-feira, 10), previa que os militares retornassem ao trabalho na manhã deste sábado (11). No entanto, essa volta não ocorreu.

Com informações da Agência Brasil

 

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