Ano foi duro e Brasil só sai da crise com apoio do Congresso, diz artigo de Dilma

Segundo a presidente, 2015 registrou a necessidade de uma revisão da estratégia econômica do país, o que “coincidiu com fatores internacionais que reduziram nossa atividade produtiva: queda do valor de nossos principais produtos de exportação, desaceleração de economias estratégicas para o Brasil e a adaptação a um novo patamar cambial, com suas evidentes pressões inflacionárias”

A presidente Dilma Roussef considerou o ano de 2015 como muito duro, mas reafirmou sua esperança no futuro e sua crença no Brasil e no povo brasileiro. Enfatizou que este será um ano em que o país deverá persistir na busca dos necessários ajustes orçamentários, “vitais para o equilíbrio fiscal”. As declarações estão em artigo da presidente publicado nesta sexta-feira (1) no jornal Folha de São Paulo.

Dilma deixa claro que esses ajustes só poderão ocorrer com o apoio do Congresso. Com o apoio do Legislativo e em diálogo com os trabalhadores e empresários, afirma que será possível construir uma proposta de reforma  previdenciária, “medida essencial para a sobrevivência estrutural desse sistema que protege dezenas de milhões de trabalhadores”.

“Erros”

“2015 foi um ano muito duro.”, escreveu a presidente. “Revendo minhas responsabilidades nesse ambiente de dificuldades, vejo que nossos erros e acertos devem ser tratados com humildade e perspectiva histórica”.

Dilma manifesta apoio o pleno funcionamento das instituições.

“As diferentes operações anticorrupção tornaram as instituições públicas mais robustas e protegidas. Devem continuar assegurando o amplo direito de defesa e punindo os responsáveis, sem destruir empregos e empresas”.

Segundo a presidente, 2015 registrou a necessidade de uma revisão da estratégia econômica do país, o que “coincidiu com fatores internacionais que reduziram nossa atividade produtiva: queda vertiginosa do valor de nossos principais produtos de exportação, desaceleração de economias estratégicas para o Brasil e a adaptação a um novo patamar cambial, com suas evidentes pressões inflacionárias”.

Oposição

Não faltou uma espetada na oposição: ao comentar o aprofundamento da instabilidade política, a presidente chamou de imatura a conduta muitas vezes “de setores da oposição que não aceitaram o resultado das urnas e tentaram legitimar sua atitude pelas dificuldades enfrentadas pelo país”.

Em seu artigo, Dilma afirma também que hoje a realidade do Brasil é outra e que a “solidez da nossa economia é a base da retomada do crescimento”

Reafirmando seu otimismo no futuro do país, a presidente disse que “temos uma posição sólida nas reservas internacionais, que se encontram em torno de US$ 368 bilhões, a sexta maior do mundo”.

Até o final do ano, acredita Dilma, o déficit em transações correntes terá recuado “de cerca de 4,3% para 3,5% do PIB, comparativamente a 2014”. Para a presidente, “o investimento direto estrangeiro na casa de US$ 66 bilhões demonstra a confiança dos investidores no nosso país”.

Veja a íntegra do artigo da presidente Dilma Rousseff na Folha

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