Alves: número de partidos dificulta trabalho na Câmara

Durante visita do presidente do Paraguai, Horacio Cortes, peemedebista afirmou não ser fácil conduzir uma "Casa com 20 partidos". Ele pretende colocar minirreforma eleitoral em votação amanhã

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), reclamou nesta segunda-feira (30) do alto número de partidos com representação na Casa. Até o momento, são 25 legendas com deputados no exercício do mandato. A crítica ocorreu durante encontro com o presidente do Paraguai, Horacio Cortes, que está no Brasil para sua primeira visita como chefe de Estado.

"Não é fácil conduzir uma Casa com 20 partidos", afirmou o peemedebista. Ele ponderou, no entanto, que a "Casa tem muita consciência" do que faz. Não é a primeira vez que ele reclama da quantidade de legendas. Na semana passada, ele criticou a criação de novas agremiações partidárias. Na terça-feira (24), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou o funcionamento do Partido Republicano da Ordem Social (PROS) e do Solidariedade.

Cortes está no Brasil desde a manhã de hoje. Primeiro, foi recebido pela presidenta Dilma Rousseff no Palácio do Itamaraty. Depois, passou pelo Senado, onde se encontrou com o vice-presidente Jorge Viana (PT-AC). A Henrique Alves, afirmou que "a volta do Paraguai [ao Mercosul] seja o quanto antes possível para que a família esteja completa". Depois seguiu para um encontro com o presidente em exercício do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski.

Minirreforma

Após a cerimônia, Henrique Alves disse que vai colocar na pauta de amanhã a votação da minirreforma eleitoral. Na visão dele, ainda é possível votar o projeto aprovado pelo Senado nesta semana em tempo de valer para as eleições de 2014. "Vamos descer do telhado. É importante votar porque é uma reforma que diminui o custo das eleições", comentou.

Entrentanto, a proposta enfrenta resistência de partidos da base como o PT e PCdoB, que obstruíram a pauta na semana passada e prometem continuar com a tática nas próximas sessões. A justificativa das legendas é que as alterações propostas pelo Senado não mudam o atual sistema político-eleitoral, tratando apenas de temas menores.

A análise do tema provocou a derrubada da sessão da última quarta-feira (25). Os deputados chegaram a votar a Medida Provisória 619/13, mas não conseguiram apreciar os três projetos que tramitam na Câmara em regime de urgência. São elas: a anistia de dívidas das santas casas de Misericórdia, a criação da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) e o projeto com criação de cargos comissionados para o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

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