Alberto Goldman morre aos 81 anos em São Paulo

Alberto Goldman (PSDB) morreu aos 81 anos em São Paulo neste domingo (31). Ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês há mais de dez dias porque, durante o tratamento de um câncer na região cervical, constatou um sangramento no cérebro e precisou passar por uma cirurgia.

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A morte de Goldman, que já foi ministro, governador de São Paulo e deputado, foi confirmada pelo PSDB nas redes sociais. "Muito sentido com o falecimento do ex-governador Alberto Goldman. Sua atividade política atravessa sete décadas de nossa história", lamentou o presidente nacional do partido, Bruno Araújo (PE), destacando que a trajetória política de Goldman "impõe respeito e admiração".

Goldman entrou na política ainda na época de estudante, como militante do PCB. Em 1970, foi eleito deputado estadual pelo MDB para, como ele mesmo afirmou na pequena autobiografia mantida na internet, combater a ditadura e atuar pela democratização do país. Depois disso, elegeu-se mais uma vez como deputado estadual e seis vezes como deputado federal. Ele ainda foi secretário estadual de São Paulo e ministro dos Transportes do governo Itamar Franco.

Depois disso, filiou-se ao PSDB e foi eleito vice-governador de São Paulo ao lado de José Serra em 2006. Em abril de 2010, com a candidatura de Serra à Presidência, tornou-se governador.

Nos últimos anos, Alberto Goldman estava distante dos cargos eletivos, mas nunca abandonou a militância. No ano passado, por exemplo, mostrou-se contrário ao companheiro de partido e governador de São Paulo, João Doria. Ele chegou até a ser expulso do diretório municipal do PSDB por ter apoiado a candidatura de Paulo Skaf (MDB) e não de Doria.

A expulsão foi anulada pela Executiva Nacional do PSDB. Mesmo assim, Goldman continuou fazendo oposição ao governo Doria. Mais recentemente, ele também fez críticas ao governo Bolsonaro. Goldman chegou a declarar voto a Haddad no segundo turno das eleições do ano passado e disse que o presidente Jair Bolsonaro desrespeitava a história nacional ao defender a ditadura militar.

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