Água: racionamento gera economia além do estimado, mas não tem previsão de fim

Na primeira semana do rodízio houve redução de 14% no consumo de água no Distrito Federal. Medida restritiva, porém, seguirá por tempo indeterminado. "Objetivo é nos preparar para o próximo período de seca", diz presidente da Caesb

 

Em uma semana de racionamento, o Distrito Federal deixou de gastar 550 litros de água por segundo. Os dados são da Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb). A expectativa era de que a redução no consumo fosse de 10%, porém, o número chegou a 14%. Ainda assim, não há previsão para o fim do racionamento — sistema que corta o abastecimento de água por 24 horas em determinadas regiões administrativas.

Em entrevista à rádio CBN, o presidente da Caesb, Maurício Luduvice, agradeceu o empenho da população e ressaltou que as medidas tomadas para reduzir o consumo de água no DF tem como objetivo principal preparar os reservatórios para o período de seca, que deve começar em maio. "É importante que a população continue economizando", alertou.

Segundo Luduvice, em novembro de 2016, o governo começou as obras da represa do Bananal, que deve ficar pronta em um ano e levará água para moradores do Plano Piloto, do Cruzeiro e do Lago Norte — 170 mil pessoas. Outra obra em curso para dar mais tranquilidade ao abastecimento de Brasília é a construção de sistema de captação e distribuição de água na Barragem de Corumbá 4, próxima a Luziânia (GO).

Cortes

Nesta segunda-feira (23) o racionamento atinge as regiões administrativas de Ceilândia Oeste, Riacho Fundo 2 e Recanto das Emas. A interrupção do fornecimento de água em parte do DF, em sistema de rodízio, está entrando em sua segunda semana. A medida visa a assegurar a capacidade hídrica para o próximo período de seca na cidade.

O nível da Barragem do Descoberto, que abastece a região do rodízio, ficou abaixo de 20% em novembro passado. Além disso, o índice de chuvas em dezembro e janeiro também ficou abaixo do previsto. O esquema semanal de racionamento adotado pela Caesb prevê a interrupção do fornecimento em um dia, dois dias de estabilização e três de fornecimento normal de água.

Na fase de estabilização, a água retorna ao consumidor gradativamente, para evitar riscos de rompimento da tubulação. As áreas afetadas são Águas Claras, Candangolândia, Ceilândia, Gama, Guará, Núcleo Bandeirante, Park Way, Recanto das Emas, Riacho Fundo 1 e 2, Santa Maria, Samambaia, Taguatinga e Vicente Pires.

Pressão

Além da interrupção do fornecimento de água, moradores do DF terão a pressão da água reduzida a partir de 30 de janeiro, na região abastecida pelo reservatório de Santa Maria. De acordo com a Caesb, esse reservatório está com nível de água em torno de 40%. Portanto, não haverá rodízio no fornecimento de água no Plano Piloto, Cruzeiro, Sudoeste, Octogonal, Lago Sul, Lago Norte, Paranoá, Varjão, Itapoã e Jardim Botânico.

O governo do Distrito Federal também vai cobrar tarifa de contingência sobre a conta de consumo, estabelecer restrição de horários para captação de água por caminhões-pipa e divulgar orientações para estabelecimentos como lava-jatos.

Com informações da Agência Brasil

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