Agora não há mais o que fazer, diz Renan sobre CPI

Calheiros disse que vai conversar com os líderes dos partidos para encaminhar a leitura do requerimento e a posterior instalação da CPI

O presidente do Senado, Renan Calheiros, afirmou hoje (27) que vai conversar com os líderes dos partidos para encaminhar a leitura do requerimento e a posterior instalação de uma CPI para investigar suspeitas de má gestão e irregularidades na Petrobras.

Embora considere que, em ano eleitoral, uma CPI "mais atrapalha do que facilita a vida do Brasil", o senador disse que "agora não há mais o que fazer". “Vamos marcar a data, fazer a conferência dos nomes e instalar a comissão”, disse Calheiros, ressalvando a possibilidade de retirada de assinaturas até a meia-noite do dia em que o requerimento for lido em plenário.

O pedido foi protocolado na manhã desta quinta-feira (27) por senadores da oposição ao governo. A secretaria-geral da mesa diretora do Senado deve conferir as assinaturas e entregar o requerimento à presidência da Casa. O regimento do Senado não estabelece prazo para o procedimento.

Palanque

Para Calheiros, a instalação da CPI em ano eleitoral vai ser um grande palanque e acabará atrapalhando o país. Questionado se temeria que o PMDB fosse atingido pelas investigações, Renan negou.

“A nossa preocupação com a CPI é porque ela vai montar um palanque, muito próximo da eleição. Mas do ponto de vista da investigação, não. Eu acho que a investigação tem que efetivamente caminhar”.

 

Com Agência Senado

 

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