Aécio participa de reunião do PSDB que analisa seu pedido de expulsão

O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) chegou às 14h30 desta quarta-feira (21) no sede nacional do PSDB, em Brasília, para  participar da reunião da executiva nacional tucana que vai decidir se é aberto contra ele processo no conselho de ética do partido.

O ex-governador de Minas Gerais já havia sinalizado a aliados que iria à reunião. A sigla analisa na tarde desta quarta-feira pedido de expulsão movida pelo diretório tucano de São Paulo.

O PSDB estadual paulista também enviou uma representação (íntegra) contra o mineiro.

O deputado Celso Sabino (PSDB-PA), relator designado pela executiva, vai apresentar parecer pelo início ou não da abertura da análise pelo conselho de ética.

Pelo estatuto de ética (íntegra) definido em março deste ano, o processo pode ter a duração de até 45 dias.

Aécio tem dito a deputados próximos que setores do PSDB promovem uma espécie de Sharia, conjunto de leis islâmicas consideradas excessivamente rigorosas, e que ele quer ser julgado na legenda por algo como o Código Penal Brasileiro.

Apesar do fogo amigo contra Aécio ter se intensificado nos últimos meses, o deputado conta com uma forte rede de aliados tanto na bancada do partido na Câmara quanto em Minas Gerais, sua base eleitoral.

Na véspera da decisão, deputados próximos ao mineiro demonstravam abatimento pela situação do ex-governador de Minas Gerais no PSDB. Para eles, o assunto não era para ser discutido da maneira como tem sido.

Antes de sair da presidência do PSDB em maio deste ano, Geraldo Alckmin criou um conselho de ética no partido que prevê a expulsão de filiados condenados na Justiça.
Um interlocutor de Aécio afirma que para a expulsão acontecer é preciso alterar o código de ética ou esperar o tucano ser condenado na Justiça.
Apesar de não ter sido condenado, o ex-candidato a presidente nas eleições de 2014 foi alvo de pelo menos nove inquéritos no Supremo Tribunal Federal após ser citado na delação premiada de Joesley Batista, dono da JBS.

Somente um desses casos evoluiu e transformou o mineiro em réu, que é o que trata do empréstimo de R$ 2 milhões pedido pelo tucano para bancar sua defesa na Lava Jato.

O ex-ministro da Cidades e ex-deputado federal Bruno Araújo assumiu o comando do partido em uma eleição sem concorrentes e apadrinhado pelo governador de São Paulo, João Doria.

O paulista quer promover na sigla uma mudança de postura e expurgar quadros do partido envolvidos em escândalos de corrupção.

Leia a representação municipal de São Paulo analisada na tarde desta quarta-feira:

Os áudios que transformaram Aécio em réu; transcrição detalha pagamento de R$ 2 milhões

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