Aécio lamenta ‘lama’ na campanha e Dilma defende bancos públicos

Enquanto o tucano dedicou boa parte do seu programa no início da tarde para condenar o tom do segundo turno, candidata à reeleição voltou a atacar propostas para reduzir o papel dos bancos públicos

Os programas eleitorais do início da tarde desta terça-feira (21) foram recheados de críticas de ambos os lados. Enquanto Dilma Rousseff (PT) tratou do desemprego e de possíveis medidas do seu adversário para diminuir o papel dos bancos públicos, Aécio Neves (PSDB) reclamou do tom da campanha e afirmou que as mentiras colocam a disputa na “lama”.

O programa da candidata à reeleição começou citando os resultados das pesquisas Datafolha e Vox Populli, que colocam a petista na frente por 52% a 48% dos votos válidos. “Na reta final o Brasil é mais Dilma”, diz o locutor. Logo após, começaram as críticas a Aécio. Uma atriz afirmou que a presidenta defende o emprego e o salário dos trabalhadores “com ou sem crise internacional”.

“Já Aécio não é muito claro a respeito, mas pelo passado dos governos tucanos a gente bem sabe o que pode vir por aí”, diz a atriz. Neste momento, a coligação passa a criticar Armínio Fraga, apontando pelo tucano como seu futuro ministro da Fazenda, que, quando no comando do Banco Central, deixou o Brasil com “muita inflação e muito desemprego”. Também foi usada uma fala dele em que é preciso rever o papel dos bancos públicos.

Dilma entra em cena para defender o uso dos bancos públicos nos programas de governo. Citou que são as instituições financeiras que subsidiam o Minha Casa Minha Vida, o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) e o transporte público. “É muito difícil não se indignar quando meu adversário fala em medidas impopulares. Se são impopulares é porque são contra o povo.”

No programa ainda houve espaço para falar da Lei Maria da Penha - “sancionada no governo Lula” - e prometeu criar a “Casa da Mulher Brasileira”. Usou também a PEC das Domésticas como uma realização do seu governo, apesar de emendas à Constituição serem aprovadas e promulgadas pelo Congresso, sem participação direta do Executivo.

“Lama”

Aécio dedicou boa parte do seu programa na tarde de hoje para condenar o tom da campanha no segundo turno. “O segundo turno também começou marcado por muitas agressões. O que é uma pena”, disse. Para ele, críticas fazem parte da política, mas viu na estratégia do PT “ataques” e “mentiras”. “Quando a mentira é anônima, aí a campanha vai para a lama.”

No fim da primeira parte, o tucano tentou minimizar as críticas de Dilma, afirmando não ser “nada comparado aos problemas que a nossa gente enfrenta todos os dias”. Na sequência, foram mostradas imagens dos atos de campanha no fim de semana em Campina Grande (PB), Porto Alegre (RS) e a “caminhada da mudança”, no Rio de Janeiro.

Após uma breve menção a programas que Aécio pretende implantar caso seja eleito - como controle de fronteiras e aumento da punição e repressão ao tráfico -, o tucano criticou diretamente o governo Dilma. Foram exibidas imagens das obras da transposição do Rio São Francisco. Moradores reclamaram da demora na finalização do projeto.

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