Advogado de Bolsonaro prevê desfiliação em massa; PSL intensifica campanhas

O advogado do presidente Jair Bolsonaro e ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral Admar Gonzaga acredita que o PSL sofrerá uma grande perda no número de filiados.

“Haverá uma desfiliação em massa do PSL já nos próximos dias. Não estou falando de deputados, filiados em geral. O PSL deve desidratar”, disse ao Congresso em Foco.

Nesta terça-feira (19), o presidente Jair Bolsonaro e o seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro, assinaram carta de desfiliação do PSL.

O grupo político do presidente da República vai sair do partido para participar da fundação de uma nova legenda chamada de Aliança pelo Brasil. Admar e a advogada Karina Kufa são os responsáveis pela estratégia jurídica da criação da legenda em gestação.

O deputado federal Júnior Bozzella (PSL-SP), que foi escolhido nesta teça-feira vice-presidente do partido comandado por Luciano Bivar, nega que a legenda perderá apoiadores após a saída de Bolsonaro.“Não estamos perdendo. Já fizemos a métrica”, disse ao Congresso em Foco.

O vice-presidente do PSL aposta em uma reformulação do partido e novas campanhas de filiação para se manter relevante:

“Nesse novo momento que o partido passa a ter vida novamente e projeto de candidaturas, as atividades serão intensificadas e automaticamente o número de filiados irá aumentar. Novas campanhas irão existir, até porque as pessoas estão procurando um partido de direita e que seja aberto ao diálogo e preserve às instituições”.

Depois da saída de Bolsonaro, PSL iniciou uma aproximação com o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC).

O primeiro encontro do partido em formação Aliança pelo Brasil será transmitido ao vivo pelas redes sociais. O evento acontece na próxima quinta-feira (21) e escolherá os membros da Executiva Nacional do grupo. O presidente da República Jair Bolsonaro fará discurso na ocasião.

No entanto, como nas eleições para deputado federal o mandato pertence ao partido não ao político, a desfiliação só deve acontecer quando o Aliança pelo Brasil foi oficializado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Uma das previsões para o deputado sair do partido sem perder o mandato é se filiar a uma sigla recém-criada.

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