Advogada afirma que grupo gritou ameaças de morte a acampados horas antes de tiros

 

A advogada Márcia Koakoski, que foi ferida no ombro durante o ataque a tiros contra o acampamento de apoiadores do ex-presidente Lula, afirmou que o grupo ouviu ameaças de morte horas antes dos tiros. Durante a madrugada de ontem (sábado, 28), o acampamento Marisa Letícia, que se organiza nas cercanias da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde Lula está preso foi atingido por tiros disparados por um homem a pé.

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Márcia prestou depoimento à Polícia Civil, que investiga o caso, na tarde de ontem. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, Márcia afirmou que as pessoas acampadas ouviram gritos de ameaça por volta das 2h da manhã, cerca de duas horas antes do ataque.

“Foi uma situação delicada, as pessoas levantaram, ficamos todos assustados. Os ânimos foram se acalmando porque várias vezes, o tempo inteiro na realidade, o acampamento foi objeto de ofensas", disse a advogada gaúcha, que estava há dois dias no acampamento. ela foi ferida por estilhaços de um banheiro químico..

Jeferson Menezes, de 39 anos, foi atingido no pescoço por um dos tiros. Ele chegou a ir para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), mas não precisou passar por cirurgia. Jeferson segue internado sem previsão de alta.

Vídeos

A Polícia Civil do Paraná, responsável pela investigação do ataque a tiros, obteve imagens de câmeras de segurança que mostram um homem disparando contra o local em que os militantes estão acampados em apoio ao ex-presidente Lula.

Segundo Fábio Amaro, delegado titular da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o suspeito chegou ao local em um carro preto, desceu e foi caminhando até o acampamento. Dois vídeos mostram o homem disparando e fugindo em seguida (veja os vídeos abaixo). A DHPP pede que pessoas que tenham informações sobre o ataque entrem em contato pelo número 0800-643-1121. A ligação é gratuita e anônima.

 

 

<< Leia a íntegra da reportagem do jornal Folha de S. Paulo

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