Acampamento do PT terá segurança reforçada após atentado a tiros durante a madrugada

 

Após o acampamento de militantes pró-Lula ser atacado a tiros durante a madrugada deste sábado (28), a Polícia Civil do Paraná começou a ouvir testemunhas do incidente, que deixou duas pessoas feridas. De acordo com o presidente do PT do estado, o deputado Dr. Rosinha (PT-PR), a A Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária do estado (Sesp-PR) concordou em intensificar a segurança do acampamento. Um homem de 39 anos foi atingido por um tiro no pescoço. Ele não corre risco de morrer, mas segue internado e inconsciente, sob observação dos médicos.

A polícia deve ouvir a militante que ficou ferida por estilhaços de uma das balas que atingiu um banheiro químico e outras testemunhas do ataque. A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), disse durante a manhã que Jeferson Menezes, ferido no pescoço por um dos disparos, estava em estado grave. Jeferson, militante sindical de São Paulo, chegou a ir para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), mas não precisou passar por cirurgia e seu estado é estável.

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Gleisi também afirmou, em vídeo publicado na sua página no Facebook, que foram mais de 20 tiros disparados contra o acampamento, que está montado no bairro de Santa Cândida. Entretanto, ainda não se sabe quantos disparos foram de fato efetuados. Rosinha afirma que foram pelo menos 10. A Sesp confirmou que cápsulas de pistola 9mm foram recolhidas no local e um inquérito foi aberto para apurar o caso.

Segundo o deputado e dirigente petista, a tese é de que o ataque tenha partido de uma pessoa que foi de carro ao local e desceu do veículo para efetuar os disparos contra o acampamento.

O PT cobrou agilidade e providência rigorosas na apuração do caso. Segundo Dr. Rosinha, na reunião no início da tarde de hoje, as autoridades concordaram em reforçar a segurança no local e para os atos de celebração do Dia do Trabalhador, na próxima terça-feira.

Os militantes pró-Lula estão acampados nas cercanias da Superintendência da Polícia Federal na capital paranaense em apoio ao ex-presidente, preso no local desde o dia 7 deste mês.

Em nota, a Vigília Lula Livre repudiou o ataque. “A sorte de não ter havido vítimas fatais não diminui o fato da tentativa de homicídio, motivada pelo ódio e provocação de quem não aceita que a vigília é pacífica, alcança três semanas e vai receber um Primeiro de Maio com presença massiva em Curitiba”.

Repercussão

Políticos do PT e de partidos de esquerda repudiaram e demonstraram preocupação com o atentado. O ex-prefeito de São Paulo e coordenador da campanha de Lula, Fernando Haddad, os senadores Lindbergh Farias (RJ), Humberto Costa (PE), Fátima Bezerra (RN) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), o líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS) e as deputadas petistas Maria do Rosário (RS), Margarida Salomão (MG), Erica Kokay (DF) e os deputados Ivan Valente (Psol-SP), Chico Alencar (Psol-RJ) e Jandira Feghali (PCdoB-RJ) se manifestaram em suas redes sociais condenando o ataque.

Os presidenciáveis Guilherme Boulos (Psol), Ciro Gomes (PDT) e Manuela D’Ávila (PCdoB) também postaram mensagens de apoio ao acampamento Marisa Letícia e classificaram o ataque como “absurdo, “fascista” e “ameaça à democracia”.

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e a Força Sindical também emitiram notas de repúdio.

Tiros contra caravana

Há um mês, em 27 de março, um ônibus que acompanhava a caravana do ex-presidente Lula pelo sul do país foi atingido por tiros. Segundo informações preliminares, quatro tiros acertaram dois dos três veículos que acompanhava a caravana, um deles era ocupado por jornalistas brasileiros e do exterior. Dois tiros perfuraram a lataria, na lateral do ônibus, e um terceiro atingiu de raspão um dos vidros. O ex-presidente não estava no comboio. Apesar do susto, ninguém se machucou.

De acordo com a perícia, apenas um dos ônibus foi atingido por dois tiros de arma de fogo, que acertaram um vidro e a lateral do veículo. O perito Inajar Kurowski afirmou que os disparos partiram de um local com cerca de quatro metros e a uma distância de 19 metros do ônibus. Ainda não há suspeitos identificados.

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