Abandono e claustrofobia angustiam Delcídio na prisão, segundo colunista

Senador passou mal no fim de semana, quando ficou trancado e não recebeu visita de familiares, informa Mônica Bergamo no Folha de S.Paulo

O senador Delcídio do Amaral (PT-MS), ex-líder do governo Dilma Roussef, tem manifestado dois sentimentos principais na prisão: claustrofobia e sensação de abandono. Segundo informações da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, em sua coluna desta quarta (2), no último fim de semana o senador, preso pela Lava Jato desde o dia 25, passou mal na prisão por ter ficado por 24 horas numa sala sem janelas.

De acordo com o jornal, as condições dos presos na PF de Brasília, onde está o senador, são consideradas boas mesmo por seus familiares. A cela não tem grades. Delcídio tem acesso a outra sala com banheiro, uma área por onde costumam circular policiais. Mas, entre sábado e domingo, quando não são permitidas visitas de familiares nem de advogados, há redução de funcionários, o que faz com que presos possam ser trancados, o que teria acontecido com o petista.

Fuga

Ainda de acordo com a Folha, Delcídio do Amaral, preso com autorização do STF como suspeito de atrapalhar as investigações e de tentar ajudar em plano de fuga do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, também preso e já condenado, vinha de uma rotina frenética nos últimos anos.

Costumava trabalhar das 7h até depois da meia-noite. Essas atividades envolveriam conversas com centenas de empresários, políticos, jornalistas e regularmente com a presidente Dilma Rousseff.

“Só eu”

O jornal afirma ainda que Delcídio “já prevê que perderá o mandato”. O senador, que já teria lido dois livros em menos de uma semana, dedica-se também a estudar seu processo. A defesa do petista, ainda segundo a Folha, poderá entrar, nesta quarta (2), com pedido de revogação da prisão.

O entendimento da defesa é de que, no atual estágio das ações da Lava Jato, Delcídio não tem mais condições de tentar atrapalhar as investigações. Com base nesse raciocínio, seus advogados devem pedir sua libertação, com o uso de tornozeleira eletrônica.

Leia a íntegra da nota de Mônica Bergamo

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