“Vi pessoas no chão, estiradas”, diz brasileira que presenciou atentado com 13 mortos em Barcelona

Reprodução

Patrícia fez imagens e relata o que viu: “Houve um pânico geral”

 

A brasileira conta que só mais adiante do local do atentado, em uma região mais central de Las Ramblas, os passageiros puderam descer do ônibus. Ela diz ainda que a área foi totalmente isolada pelas autoridades, sem tráfego de veículos. Os que já estavam nos limites do perímetro isolado, relata Patrícia, não puderam deixar a região. A situação causou desespero, acrescenta, uma vez que um segundo ataque poderia acontecer a qualquer momento.

“Houve um pânico geral. A gente não podia pegar os metrôs.”

Itamaraty

O atentado teve rápida repercussão em escala global, com diversos registros de vídeo, texto e fotos massivamente compartilhados na internet. Segundo o governo espanhol, não há brasileiros entre as vítimas do atentado. Dois jovens foram detidos pela polícia e outro foi abatido a tiros depois de confronto com um policial, segundo informações veiculadas por agências internacionais. Entre os capturados sob suspeita de participar dos ataques está Driss Oukabir, jovem que cumpriu pena de um mês, em 2012, na penitenciária de Figueras, província de Girona (Espanha), com acusação de abuso sexual.

Reprodução/Facebook
O grupo jihadista Estado Islâmico (EI), horas depois do episódio, assumiu a autoria do atentado por meio da agência de notícias Amaq, vinculada aos extremistas. A informação foi divulgada no início da noite desta quinta-feira (17) pela agência espanhola EFE.

 

 

Em comunicado cuja autenticidade ainda não pôde ser atestada, o EI recorreu ao aplicativo de mensagens Telegram para dizer que “soldados do Estado Islâmico” atuaram na Espanha “em resposta aos chamados do grupo para atacar os países da coalizão”. Trata-se de uma referência à aliança internacional encabeçada pelos Estados Unidos que enfrenta jihadistas em países como Iraque e Síria.

Aqui no Brasil, o Ministério de Relações Exteriores divulgou nota em que “deplora veementemente” mais esse episódio de terror. “O Brasil reitera sua condenação a todo e qualquer ato de terrorismo, qualquer que seja sua motivação, ao mesmo tempo em que expressa, consternado, seu sentimento de pesar às famílias das vítimas e estende votos de plena e rápida recuperação aos feridos”, diz trecho do manifesto.

Para Patrícia, o caso tem que ser levado a público com detalhes, para que a barbárie do terrorismo não seja relativizada ou banalizada. “Esta é mais uma prova de que, se o bons não fazem nada, os maus vão continuar aumentando”, declarou a professora.

 

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