“Gelo” de Moro em Bolsonaro ganha pagode e viraliza nas redes sociais; filhos defendem o deputado

Pré-candidato à Presidência se apresenta com gesto de continência para juiz da Lava Jato, que o responde com sorriso tímido. Vídeo vira piada com pagode de grupo paulista. "Estardalhaço negativo boçal", diz filho de Bolsonaro

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o encontro, no aeroporto de Brasília, entre o juiz Sérgio Moro e o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) na tarde dessa quinta-feira (30). Bolsonaro pediu licença às pessoas que cercava o juiz da Operação Lava Jato em uma lanchonete. Ao se aproximar do magistrado, o capitão da reserva fez um gesto de continência. Mas a resposta de Moro foi tímida. O “gelo” do juiz no deputado viralizou nas redes sociais.

Críticos do parlamentar fizeram uma montagem ao final do vídeo, com direito a pagode do Raça Negra como trilha sonora. “Você jogou fora o amor que eu te dei, o sonho que sonhei. Isso não se faz. Você jogou fora a minha ilusão”, disse o trecho destacado da música “É tarde demais”, sucesso do grupo nos anos 90.

Dois dos filhos de Bolsonaro foram às redes sociais defender o pai. E criticaram a imprensa:

“A imprensa doida p Moro abraçar Bolsonaro e poder gritar ‘sabia que o Moro agia com cunho político'  Moro, toca a Lava Jato que está 10!”, escreveu o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSC-SP) no Twitter. “Um parlamentar q acredita no país cumprimenta e juiz é imparcial e educado... o q a mídia faz? Mais um estardalhaço negativo boçal!”, rebateu o deputado estadual Carlos Bolsonaro (PSC-RJ).

A participação do juiz Sérgio Moro na audiência na comissão especial da Câmara que discute o Código de Processo Penal (CPP) se transformou em palco de disputa política entre os parlamentares do PT e de outros partidos. O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) aproveitou a presença do juiz para questioná-lo se a condução coercitivo do ex- presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no ano passado, não se caracterizou como abuso de autoridade e se a foto de Moro dando risada com o senador Aécio Neves não caracteriza a perda de imparcialidade.

Sessão com Sérgio Moro em comissão da Câmara vira palco de disputa política

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