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“Dilma inverte sua posição de autora em vítima (de crime)”, diz oposição

Em nota de repúdio, 15 partidos que apoiaram o impeachment na Câmara acusam a petista de “encenar” para a imprensa estrangeira que é vítima de um golpe. "A vítima, no caso, é toda a nação", afirmam

Em nota divulgada há pouco, 15 partidos que apoiaram a abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff na Câmara acusam a petista de “encenar” para a imprensa estrangeira que é vítima de um golpe.  Apoiado por presidentes e líderes de legendas como o PMDB, o PSDB, o DEM e o PSB, o manifesto afirma que Dilma “inverte sua posição de autora em vítima” e repudia “de forma veemente” o “triste espetáculo” protagonizado pela presidente.

Os oposicionistas alegam que, ao tachar a “decisão soberana” de “ilegal” e “golpista”, Dilma omite que o rito da tramitação do processo de impeachment foi “chancelado” pelo Supremo Tribunal Federal (STF). “A Sra. Presidente da República desconsidera que está sendo acusada de ter cometido um dos maiores crimes que podem ser praticados por uma mandatária, já que a vítima, no caso, é toda a nação. Para defender-se ela inverte sua posição de autora em vítima”, sustenta o comunicado.

Na coletiva aos jornalistas estrangeiros, concedida nesta manhã, Dilma declarou que é "vítima" de um processo de impeachment baseado em uma "flagrante injustiça". De acordo com a presidente, o Brasil tem um "veio golpista adormecido". A decisão da Câmara foi lida nesta terça no plenário do Senado, onde os líderes partidários já começaram a indicar seus representantes para a comissão especial que analisará a denúncia contra a petista.

Assinam o manifesto os seguintes partidos: PMDB,PSDB, PSD, PSB, DEM, PRB, PTB, SD, PTN, Solidariedade, PSC, PPS, PV, Pros e PSL

Leia a íntegra:

"NOTA DE REPÚDIO

1.                     Os partidos políticos adiante identificados, através de seus lideres ou representantes partidários na Câmara dos Deputados, vem a público para REPUDIAR DE FORMA VEEMENTE o triste espetáculo que a Nação assistiu, na manhã desta terça-feira, encenado pela Sra. Presidente da República, perante correspondentes da imprensa estrangeira no país, em que procurou desqualificar a soberana decisão da Câmara dos Deputados do Brasil, no último dia 17, quando esta, obedecendo fielmente o regramento estabelecido pelo STF – Supremo Tribunal Federal -, autorizou o processamento da denúncia formulada contra ela por prática de crimes de responsabilidade, nos termos dos arts. 85, VI e 167, V da Constituição Federal e arts. 10, item 4 e 11, item 2 da Lei nº da Lei 1.079/50, em razão da abertura de créditos suplementares sem a autorização do Congresso Nacional, bem como no art. 11, item 3 da Lei 1.079/50, em razão da contratação ilegal de operação de créditos, as chamadas “pedaladas fiscais”.

2.               A Sra. Presidente da República insistiu no erro de tachar de “ilegal” e “golpista” a ação dos senhores deputados, omitindo propositadamente que o rito do impeachment foi determinado pelo Supremo Tribunal Federal, nos julgamentos das inúmeras e frustradas tentativas de seu governo de impedir a atuação do poder legislativo. O Impeachment foi chancelado pela Suprema Corte do Brasil.

 

3.                    O parecer da Comissão Especial relatado pelo Deputado Jovair Arantes, que demonstra os crimes de responsabilidade por ela cometidos, restou aprovado pela contundente maioria de 367 votos, dentre os 513 representantes do povo brasileiro.

 

4.                A Câmara dos Deputados autorizou para que o Senado Federal dê andamento no processo e promova o julgamento da Sra. Presidente, onde ela terá, novamente, amplo direito de defesa,  sob o comando do Presidente do Supremo Tribunal Federal.
5.                    A Sra. Presidente da República, desconsidera que está sendo acusada de ter cometido um dos maiores crimes que podem ser praticados por uma mandatária, já que a vítima, no caso, é toda a nação. Para defender-se ela inverte sua posição de autora em vítima.

6.                     A vã tentativa de vitimização, sob a alegação de injustiça, não encontra amparo no relatório da Comissão Especial, na decisão do Plenário da Câmara dos Deputados, nas decisões do STF, na realidade dos fatos e na soberana vontade da ampla maioria da população brasileira.

 

Brasília, DF, 19 de abril de 2016

PARTIDO DO MOVIMENTO DEMOCRÁTICO BRASILEIRO – PMDB – SENADOR ROMERO JUCÁ – PRESIDENTE EM EXERCÍCIO

PARTIDO DA SOCIAL DEMOCRACIA BRASILEIRA – PSDB –  LÍDER ANTÔNIO IMBASSAHY

PARTIDO SOCIAL DEMOCRÁTICO – PSD – LÍDER ROGÉRIO ROSSO

PARTIDO SOCIALISTA BRASILEIRO – PSB – LÍDER FERNANDO COELHO FILHO

DEMOCRATAS – DEM – LÍDER PAUDERNEY AVELINO

PARTIDO REPUBLICANO BRASILEIRO – PRB – MARCOS PEREIRA – PRESIDENTE NACIONAL

PARTIDO TRABALHISTA BRASILEIRO – PTB – LÍDER JOVAIR ARANTES

SOLIDARIEDADE – SD – LÍDER GENECIAS NORONHA

PARTIDO TRABALHISTA NACIONAL – PTN – RENATA ABREU – PRESIDENTE NACIONAL

PARTIDO SOCIAL CRISTÃO – PSC – LÍDER ANDRÉ MOURA

PARTIDO POPULAR SOCIALISTA – PPS – LÍDER RUBENS BUENO

PARTIDO VERDE – PV – LÍDER SARNEY FILHO

PARTIDO REPUBLICANO DA ORDEM SOCIAL – PROS – LÍDER RONALDO FONSECA

PARTIDO SOCIAL LIBERAL – PSL – LÍDER ALFREDO KAEFER"

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