Vídeo com FHC votando gera especulação sobre suas escolhas em segundo turno

O momento do voto do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, liderança histórica do PSDB, tem movimentado as redes sociais neste domingo (28) de votação definitiva de segundo turno. Flagrado em vídeo ao cumprir seu dever cívico na região central de São Paulo, mas sem que a gravação revele seu voto, o tucano parece digitar os números 45, conferindo voto a João Doria (PSDB), candidato ao governo de São Paulo, e 13, optando por Fernando Haddad (PT) na corrida presidencial.

Graças à posição das teclas na urna, é possível deduzir que FHC começa a votação para governador digitando o quatro e, em seguida, o cinco. Na sequência, o movimento da mão do ex-presidente também permite a conclusão de que ele votou em Haddad, uma vez que o deslocamento horizontal e curto da digitação correspondente à disposição dos números 1 e 3 no dispositivo eletrônico.

Veja e tire suas conclusões:

 

Desde a derrota de seu correligionário, Geraldo Alckmin (PSDB), na votação de primeiro turno para presidente – o tucano terminou em quarto lugar, atrás de Ciro Gomes (PDT) –, FHC tem manifestado objeção à candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), vencedor no primeiro turno, em nome da defesa da democracia e do respeito aos direitos individuais e coletivos. Mesmo assim, o ex-presidente jamais declarou voto em Haddad, embora sinalizasse que não anularia o voto ou votaria em branco.

Hoje (domingo, 28), FHC foi questionado pela imprensa sobre seus votos ao deixar a cabine de votação. Ele alegou o sigilo do voto e nem assumiu o voto mais ou menos óbvio em Doria, com quem tem boa relação. Mas não perdeu a oportunidade de voltar a falar em democracia e de respeito à Constituição.

"Um risco à democracia é se nós desistirmos dela. Eu não vou desistir. Já passei por períodos autoritários. Eu não acho que nós vivemos uma situação semelhante. A maioria tem que ser respeitada, ganhe quem ganhar. A Constituição tem que ser respeitada", discursou o tucano.

No Twitter, FHC escreveu: "Ganhe quem ganhar, os problemas são iguais:voltar a crescer e criar empregos. Reduzir o déficit e trazer confiança. Constituição respeitada, a maioria prevalece mas respeita a minoria, aceita a diversidade; segurança para todos. Menos arrogância, mais competência. São meus votos".

 

Conheça as propostas antagônicas de Bolsonaro e Haddad para a economia

Nossa opinião: Bolsonaro é o pior que nos pode acontecer

Continuar lendo

Assine e obtenha atualizações em tempo real em seu dispositivo!