Secretário de Publicidade de Temer defende vitória de Bolsonaro no 1º turno

O secretário de Publicidade e Promoção do governo Michel Temer, Duílio Malfatti, defendeu a vitória em primeiro turno do candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro. Em sua página no Facebook, ao comentar o ataque a faca sofrido pelo político, Duílio comentou: "Tomara [que] ganhe no 1º turno".

Bolsonaro criticou Temer em várias ocasiões e já chegou a insinuar que o presidente não tem palavra e não é honesto, em um vídeo divulgado durante a greve dos caminhoneiros. Assista:

O capitão da reserva também foi crítico da proposta de reforma da Previdência do governo e da intervenção federal no Rio de Janeiro. Em entrevista ao Poder360, em fevereiro, quando perguntado se Temer estava tentando roubar seu discurso, Bolsonaro respondeu: "Temer já roubou muita coisa aqui, mas o meu discurso ele não vai roubar, não".

Além disso, o governo Temer tem candidato próprio à Presidência, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, apesar de o próprio presidenciável tentar se distanciar do atual presidente.

Em entrevistas, Meirelles tem repetido que não é candidato do governo, mas sim de sua própria trajetória.

Por outro lado, dirigentes do MDB, partido do ex-ministro e do governo, duvidam que a candidatura de Meirelles seja viável e têm priorizado apoiar candidaturas de outros partidos nos estados.

A última pesquisa Ibope, divulgada na quarta-feira passada (5), mostra Meirelles com apenas 2% das intenções de voto.

O secretário de Publicidade do governo, Duílio Malfatti, disse ao Congresso em Foco que suas opiniões não são ligadas ao governo. "Eu não sou político, não sou filiado a nenhum partido e não faço a campanha do Meirelles", afirmou.

Duílio disse ainda que é fiel e defensor do governo Temer. "O melhor presidente que tivemos nos últimos anos."

O secretário afirmou que não participa da campanha de Bolsonaro e de nenhum outro candidato. "Minha opinião foi baseada na indignação sobre esse ataque covarde, e que não consigo admitir que tenha sido um ato isolado de um louco", disse em referência à facada que o candidato do PSL levou durante ato de campanha em Juiz de Fora, na quinta-feira (6).

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"Se torço para que a eleição seja decidida no 1º turno, é por não querer que tenhamos de volta um partido que quase acabou com o país. E que se conseguimos sair da herança maldita que o PT nos deixou, foi por que nosso presidente Temer, junto com Meirelles, tiveram coragem de enfrentar as dificuldades. Mais uma vez, minha opinião não é a opinião do governo. Não sou porta-voz do governo, e tenho direito a opinião própria", concluiu.

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