Rachel Sheherazade adere a campanha anti-Bolsonaro e gera polêmica no Twitter

Conhecida como uma das porta-vozes da direita na imprensa brasileira, a jornalista Rachel Sheherazade causou polêmica no Twitter, nesta terça-feira (18), ao aderir à campanha anti-Bolsonaro #elenão. O nome da apresentadora do SBT entrou na lista dos três assuntos mais comentados da rede nesta manhã.

 

A postagem foi uma resposta à declaração dada ontem pelo general Hamilton Mourão (PRTB), vice de Jair Bolsonaro (PSL), de que famílias pobres "sem pai e avô, mas com mãe e avó" são "fábricas de desajustados" que fornecem mão de obra ao narcotráfico.

Passadas oito horas desde a publicação, a frase de Rachel já tinha recebido mais de 3,7 mil comentários e sido repassada adiante 4,3 mil vezes. Mais de 20 mil usuários a haviam curtido. A posição, porém, não passou em branco. Rendeu um festival de críticas de seguidores e também elogios, inclusive por quem diverge dela ideologicamente (veja alguns exemplos mais abaixo).

Um seguidor chamado Samuel foi o primeiro a criticar a apresentadora: “Você é uma jornalista séria e admiro seu trabalho. Não foi isso que o Mourão quis dizer. Pare de distorcer os fatos e continue a ser imparcial como vc sempre foi. Bjo”.

Vice de Bolsonaro tem causado polêmica com várias declarações. Seguidores alegam que ele foi mal interpretado

Raquel respondeu logo em seguida: “Pare de se iludir e tentar encobrir todas as atrocidades do seu candidato. Faça um exame de consciência e veja se é esse clima de ódio que vc deseja para o nosso país. Abraços!”

“Isso. Apoie a esquerda que te massacrou”, emendou outro seguidor, chamado Luiz Vitorio. “Isso não é um apoio aos comunistas. É um repúdio aos fascistas!”, retrucou Rachel.

Esta não é a primeira vez que a apresentadora se envolve em discussão com apoiadores de Jair Bolsonaro este ano. Em janeiro, ela pediu aos fãs do candidato que se manifestassem para, assim, facilitar o bloqueio deles em suas contas nas redes sociais.

“Aviso aos Bolso hatters. Fazendo o favor de descurtir a página. Tem gente boa querendo amizade e faltam vagas!”, disse em um post. “Estou amando as ‘manifestações’ dos eleitores bolsonarianos. Continuem vomitando sua essência. Facilita e muito minha faxina!”, comentou em outro.

Rachel Sheherazade e Jair Bolsonaro, porém, já trocaram manifestações públicas de apreço.

"Bolsonaro pode ser muita coisa, mas não é estuprador", disse a jornalista, em dezembro de 2014, durante comentário na rádio Jovem Pan enquanto repercutia a polêmica frase do presidenciável de não estupraria a deputada Maria do Rosário (PT-RS) porque ela não merecia. Na ocasião, ela afirmou que feministas que criticavam o deputado eram “feminazis” e faziam parte de uma frente de partidos de esquerda e representantes dos direitos humanos que queriam “distorcer as palavras” de Bolsonaro “e manchar sua reputação, para desacreditá-lo como homem, militar e parlamentar”.

Em abril de 2015, o deputado foi ao Twitter parabenizar a jornalista por ser uma das poucas a “cumprir o papel imparcial” no jornalismo brasileiro.

A apresentadora já se envolveu em outras polêmicas. Em 2014, Rachel virou alvo de uma ação civil pública que questionava suas declarações favoráveis a um grupo de “justiceiros” que agrediu, despiu e acorrentou a um poste um jovem de 15 anos, acusado de praticar pequenos furtos no bairro do Flamengo, no Rio de Janeiro (RJ). Depois da repercussão do episódio, o SBT proibiu a âncora de fazer comentários próprios.

Abaixo, alguns dos comentários feitos a partir do post de Rachel contra a candidatura de Bolsonaro:

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