Orlando Silva é oficializado candidato do PCdoB à prefeitura de SP

O deputado federal Orlando Silva, do PCdoB, foi oficializado neste sábado (5) candidato à prefeitura de São Paulo. Aliado histórico do PT, o partido rompeu a tradição e resolveu lançar candidatura própria no pleito deste ano. “Nossa candidatura não representa dissidência. Respeitamos os postulantes do nosso campo político e reconhecemos a legitimidade de todos, assim como temos certeza que reconhecem a nossa. Quem chegar ao 2° turno contará, certamente, com apoio dos outros”, afirmou Silva.

Silva afirmou que sua candidatura será no campo anti-Bolsonaro. “Não seremos daqueles que, por projetos de poder, hipotecam a alma ao diabo. Aqui tem palavra de verdade: lugar de fascista genocida é no Tribunal de Haia e não sendo cortejado por gente que se diz de esquerda”, escreveu ele em uma sequência de publicações no Twitter.

Outros nomes já definidos pelas respectivas legendas para disputar o Palácio dos Bandeirantes são o da também deputada Joice Hasselmann, do PSL, o do ex-ministro Andrea Matarazzo, do PSD, e o de Levy Fidelix, do PRTB.

A disputa deverá contar com um terceiro deputado federal: Celso Russomanno, do Republicanos. Outros pré-candidatos são o atual prefeito da capital, Bruno Covas (PSDB), o ex-governador do estado Márcio França (PSB), o coordenador do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), Guilherme Boulos (Psol), o ex-deputado Jilmar Tatto (PT), a ex-ministra Marta Suplicy (Solidariedade), o empresário Filipe Sabará (Novo), o deputado estadual Arthur do Val (Patriota) e o advogado Marcos da Costa (PTB).

Representantes de agremiações sem representação no Congresso, também devem ser candidatos o cientista político Antônio Carlos Mazzeo (PCB), o advogado Ribas Paiva (PTC), a ex-candidata à Presidência Vera Lúcia (PSTU) e os ativistas Antônio Carlos Silva (PCO) e Vivian Mendes (UP).

As legendas têm até o próximo dia 16 de setembro para oficializarem os nomes dos candidatos a prefeito e vereador.

Apoio de Bolsonaro

Com uma disputa pulverizada, os candidatos do campo da direita e centro-direita esperam contar com o apoio do presidente Jair Bolsonaro, que já afirmou que não irá participar da campanha. De acordo com o presidente, há “muito trabalho” na presidência e a participação nas eleições municipais tomaria muito tempo no momento de “pandemia e retomada da economia”. A sigla que pretende criar para abrigar o bolsonarismo, Aliança pelo Brasil, não conseguiu reunir assinaturas a tempo de se registrar para o pleito municipal.

O pleito municipal foi adiado em razão da pandemia de covid-19. As novas datas para primeiro e segundo turno são 15 e 29 de novembro, respectivamente.

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