“Não votaria em homofóbico, misógino, preconceituoso, racista”, diz Janot

O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot publicou em seu Twitter uma mensagem cifrada na qual afirma que não votaria em "homofóbico, misógino [que tem repulsa ou ódio por mulheres], preconceituoso, racista, [quem] promove apologia à violência, ao ódio e fosse populista". No tuíte, Janot faz uma alusão ao poema de Manuel Bandeira "Vou-me embora para Pasárgada". O ex-procurador conclui afirmando que "não votaria nele nem mesmo em uma ilha deserta".

Janot não cita nomes, mas a mensagem foi interpretada por parte de seus seguidores, na seção de comentários, como um recado ao candidato do PSL Jair Bolsonaro. O presidenciável é réu por apologia ao crime de estupro e injúria por ter dito que não estupraria a deputada Maria do Rosário (PT-RS).

Ele também se livrou, no último dia 11, de uma denúncia por racismo no Supremo Tribunal Federal (STF).  Eleitores do candidato a presidente se manifestaram, criticando Janot e fazendo a defesa do político. Bolsonaro é um alvo de uma campanha iniciada por mulheres batizada de #EleNão.

O tuíte provocou uma discussão entre eleitores. Outros comentários diziam que a mensagem de Janot fazia referência ao candidato do PDT, Ciro Gomes. Há ainda comentários apontando que a mensagem descreve o ex-presidente Lula (PT).

O Congresso em Foco procurou Janot, mas não conseguiu estabelecer contato.

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