Jornais: com Campos e Aécio, Dilma vence eleição no 1º turno

Pesquisa Datafolha realizada ontem mostra que Dilma tem 42% das intenções de voto; Aécio, 21%; Campos, 15%. Votos em branco, nulo ou nenhum somam 16%. Outros 7% não sabem em quem votar.

Folha de S. Paulo

Com Campos e Aécio, Dilma vence eleição no primeiro turno

Pesquisa Datafolha realizada ontem mostra que a presidente Dilma Rousseff seria reeleita no primeiro turno se disputasse a eleição contra os dois candidatos mais prováveis do PSDB e do PSB, o tucano Aécio Neves e o socialista Eduardo Campos.

Nessa simulação, Dilma tem 42% das intenções de voto; Aécio, 21%; Campos, 15%. Votos em branco, nulo ou nenhum somam 16%. Outros 7% não sabem em quem votar.

O instituto testou quatro cenários para a eleição presidencial de 2014, alternando os nomes de Campos e Marina Silva, pelo PSB, e os de Aécio e José Serra, pelo PSDB.

Nas outras três combinações, Dilma não alcança índice suficiente para garantir vitória no primeiro turno.

No simulação em que a disputa aparece mais apertada, a petista tem 37% das intenções de voto, Marina marca 28%, Serra atinge 20%.

Dilma ganha em todas as simulações de 2º turno

Conforme as simulações feitas ontem pelo Datafolha, a petista Dilma Rousseff venceria qualquer adversário num eventual segundo turno da eleição presidencial

A vitória mais apertada seria contra Marina Silva, recém-filiada ao PSB. Dilma teria 47% dos votos, a neossocialista ficaria com 41%.

Em relação à pesquisa anterior, de 7 a 9 de agosto, a diferença é mínima. Naquela ocasião, Dilma somava 46%, Marina tinha os mesmos 41%.

A margem de erro dos dois levantamentos é de pontos para mais ou para menos.

Campos tenta desfazer crise com ruralistas

Com objetivo de aparar a primeira aresta criada após a aliança com Marina Silva, o governador Eduardo Campos (PSB-PE) procurou representantes do agronegócio para explicar o "efeito Caiado" e sua união política com a ex-ministra do Meio Ambiente.

Segundo a Folha apurou, Campos buscou mostrar que sua aproximação com os "sonháticos" não o transforma em adversário do agronegócio, um dos vetores do crescimento da economia este ano.

Para desfazer o mal-estar, ele disparou telefonemas a ruralistas influentes para reafirmar compromissos com o setor. Conversou com presidentes de associações, parlamentares e ex-ministros da Agricultura, entre eles Roberto Rodrigues e Francisco Turra.

O esforço indica que o desgaste com o episódio foi assimilado pela cúpula socialista após Marina exigir que o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), "inimigo histórico" de seu grupo, deixasse o time de apoiadores do PSB.

Governador é chamado de traidor após se afastar do PT

Chamado de "traidor do PT e do Brasil" em faixa estendida perto da Câmara Municipal de Mossoró (RN), onde participou ontem de evento partidário, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, disse que o PSB abdicou de candidatura à Presidência em 2010 por um pedido do ex-presidente Lula.

"O partido atendeu a apelo do presidente", afirmou.

Quando o governador chegou ao local do evento, duas pessoas seguravam uma faixa com os dizeres "Eduardo Campos, traidor do PT, traidor do Brasil".

"O presidente Lula disse que precisava vencer as eleições logo no primeiro turno, mas a campanha foi para o segundo turno diante da força política de Marina", disse.

Campos defendeu sua gestão em Pernambuco e afirmou que a população "quer um Brasil diferente". Ele minimizou a orientação de Lula ao PT no sentido de isolar o PSB para alianças estaduais para 2014. "A nossa rede será de alianças para o bem do Brasil."

Campos usou R$ 4 mi para rodar o país em jatinhos desde 2012

O governo de Pernambuco desembolsou ao menos R$ 4 milhões no aluguel de jatinhos executivos para que o presidenciável Eduardo Campos (PSB) e sua comitiva rodassem o Brasil e fossem a outros países, entre janeiro de 2012 e julho deste ano.

Alguns dos deslocamentos foram feitos tanto para cumprimento de agenda oficial quanto para tratar de assuntos relativos ao partido.

Nesse período, numa espécie de pré-campanha, Campos foi se afastando aos poucos da base da presidente Dilma Rousseff e buscou aliados para seu projeto de se candidatar ao Planalto em 2014.

O valor leva em consideração apenas o gasto com aviões alugados para viagens de Campos para fora de PE, segundo notas fiscais das viagens obtidas pela Folha.

Governo argumenta que oferta de voos comerciais é limitada

Questionado sobre o uso de jatinhos executivos, o governo de PE informou que não há tantas ofertas de voos comerciais no Recife e que algumas agendas exigem a presença de Eduardo Campos em prazos curtos, "impossíveis de serem atendidos pela aviação comercial" do país.

Sobre o custo com aluguel dessas aeronaves, o governo afirma que ele seria reduzido caso o governador optasse por voos de carreira, mas, "em compensação, deixaria de concretizar decisões de importância fundamentai no interesse da população".

As empresas contratadas somente recebem pelos voos realizados, segundo o governo. Sobre viagens que misturam eventos oficiais e do partido, não houve resposta.

Em agosto, o governo de Pernambuco começou a publicar, em sua página na internet, o detalhamento das locações de aeronaves.

O Estado de S. Paulo

PCC tenta influenciar STF e planeja matar Alckmin

Escutas telefônicas recentes a que o Estado teve acesso mostram que o Primeiro Comando da Capital (PCC) planeja uma série de atentados contra autoridades do Estado, entre elas o governador Geraldo Alckmin e o coordenador dos presídios da região oeste do Estado, Roberto Medina. A facção também procura fazer lobby no STF para obter benefícios a presos e planeja a eleição de uma deputada estadual em São Paulo - a candidata seria uma advogada. Alckmin disse que não se intimidará e que vai "fortalecer ainda mais o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD)". O Tribunal de Justiça de SP vai analisar nos próximos dias o recurso do Ministério Público Estadual e definirá se aceita a denúncia e a prisão preventiva dos 175 acusados de ligação com o PCC. Destes, 54 estão em liberdade.

Cerco ao tráfico faz a cúpula do PCC mandar matar o governador Alckmin

Comando já havia decidido anteriormente executar secretários e o coordenador dos presídios da região oeste paulista, onde ficam as cadeias com os líderes da facção; chefe do Executivo conversou com procurador-geral do Estado sobre denúncia contra 175 criminosos

O Primeiro Comando da Capital (PCC) planeja uma série de atentados contra autoridades do Estado, incluindo o governador Geraldo Alckmin, e o coordenador dos presídios da região oeste do Estado* Roberto Medina. Interceptações telefônicas a que o Estado teve acesso mostram que pelo menos desde 2011 a facção planeja matar o governador. Ela também procura fazer lobby no Supremo Tribunal Federal (STF) para obter benefícios para os presos da facção (na página A24).

Recentemente, a ameaça contra Alckmin foi renovada. O governador soube disso há cerca de 45 dias. A informação veio da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), que controla os presídios do Estado. Depois disso, o governador conversou com o procurador-geral de Justiça, Márcio Elias Rosa, que lhe contou sobre a preparação da denúncia contra 175 integrantes do PCC apresentada pelo MPE à Justiça, resultado da maior investigação feita até hoje contra o crime organizado no País. Ontem, o Estado revelou 1 os detalhes da megainvestigação que mapeou a facção.

Bolsa Família foi pago a 2 mil políticos

Um levantamento realizado pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) publicado ontem apontou que 2.168 políticos que estão atualmente em exercício de mandato recebiam o benefício do programa Bolsa Família.

A constatação do pagamento irregular foi feita após uma busca para identificar beneficiários que foram eleitos em 2012, Os repasses foram cancelados. Desde o início do ano, o ministério trabalhou em um cruzamento de dados que analisou a lista de contemplados pelo programa de transferência de renda e a base de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo a pasta, todo ano é feito um procedimento de checagem do Cadastro Unico dos Programas Sociais do Governo Federal sistemática e rotineiramente, para garantir a qualidade das informações. O MDS informou ainda que o cruzamento com dados da Justiça Eleitoral já havia sido realizado em eleições anteriores,

Na primeira fase do levantamento, foram identificadas 2.272 pessoas que poderiam se enq u a d r ar na irregularidade .Isso significa que 334% de todos os eleitos em 2012 eram beneficiários do Bolsa Família. Desse
total, 10 eram prefeitos, 41 vice-prefeitos e 2.221 vereadores. Todos tiveram o benefício suspenso em fevereiro. Entretanto, depois de enviar questionários sobre a situação desses políticos às prefeituras, o ministério constatou que 104 deles não tomaram posse e, portanto, continuam com o direito de receber , a bolsa. A informação foi publicada ontem pelo portal iG.

Em 4 Estados, PT e PSB resistem a romper aliança

Diretórios do PT e do PSB em quatro Estados resistem a romper as alianças regionais entre as siglas apesar do racha nacional que deve resultar na candidatura ao Planalto do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), contra a presidente Dilma Rousseff (PT). Esses acordos existem no Acre, no Amapá no Espirito Santo e em Sergipe.

No Espírito Santo, mesmo diante de informações de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria orientado o PT a isolar Campos nos Estados, o governador Renato Casagrande (PSB) se reuniu ontem pela manhã com líderes petistas e, segundo relatos de dirigentes do PT, afirmou a eles que deseja manter o partido de Dilma em sua chapa - seu vice é petista - e que guarda uma vaga para a sigla na eleição majoritária -a vice ou o Senado. Também manifestou a intenção de se coligar com o partido na chapa proporcional. Em troca, prometeu se manter neutro em relação à eleição nacional, na qual não faria campanha para nenhum presidenciável. Participaram desse encontro a senadora Ana Rita (PT-ES), o ex-prefeito de Vitória João Coser, deputados estaduais e dirigentes do partido.

Dos petistas, Casagrande ouviu que o desejo de permanecerem juntos em 2014 é recíproco. "O PT não discute nenhum outro plano que não seja esse com o governador", afirmou José Roberto Dudé, presidente do PT capixaba e participante da reunião. Segundo ele, o diretório não recebeu nenhuma orientação da Executiva Nacional para desfazer a aliança. "Eles sabem da preferência de montar palanque com o governador e concordam com essa tática."

Aliado de Marina veta PDT no acordo entre ex-ministra e Campos

Após vetar ruralistas na aliança presidencial da candidatura de Eduardo Campos (PSB), a Rede da ex-ministra Marina Silva quer agora travar negociações do pernambucano com o PDT de Carlos Lupi. Um dos principais articuladores do grupo, o deputado Walter Feldman, que há uma semana assinou a ficha de filiação do PSB, afirmou que o partido de Lupi não se enquadra dentro da ótica da Rede devido à onda de denúncias de corrupção que costuma rondar o Ministério do Trabalho.

“O PDT não cabe (na aliança) por causa do Lupi. As coisas do ministério são muito complicadas. A regra da política de ter mais partidos para aumentar o tempo de TV não pode ser para liderar o atraso. O PDT está com problemas sérios e que precisam ser respondidos, equacionados. Então, teria certo incômodo sim”, disse.

Para ele, a aliança deve ficar circunscrita a poucos partidos. “Acho que pela Rede só cabem PPS e PV. Eventualmente partidos pequenos.”

Em São Paulo, PSB e Rede podem apoiar nomes diferentes

Presidente do PSB paulista e aliado do governador Geraldo Alckmin (PSDB), o deputado Márcio França defendeu ontem que, se não houver consenso com a Rede sobre qual caminho seguir na sucessão ao Palácio dos Bandeirantes, cada grupo atuará de fato como dois partidos distintos. Parte dos aliados da ex-ministra Marina Silva e a deputada Luiza Erundina (PSB-SP) preferem se distanciar dos tucanos e lançar nome próprio.

"Agente vai esperar que, com a convivência, se encontre o consenso. Se não houver consenso, as posições serão definidas como (se fôssemos) dois partidos", disse França. Assim, se a maioria do PSB paulista, controlado há mais de uma década pelo    deputado, mantiver o apoio a Alckmin, o grupo de Marina estaria livre para apoiar um candidato de outra sigla.

Antes da união com a Rede, o PSB vinha negociando a adesão à chapa de Alckmin, com o objetivo de emplacar o próprio França como vice do tucano. Nesse cenário, o palanque do governador seria naturalmente dividido entre o mineiro Aécio Neves (PSDB) e o pernambucano Eduardo Campos (PSB), prováveis candidatos de seus respectivos partidos.

Marina e Campos criam anteparo ao PT, negam traição a Lula e oposição a Dilma

A dupla Marina Silva e Eduardo Campos, que almeja ser a terceira via da sucessão presidencial de 2014, negou ontem traição ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e rejeitou ser oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff.

"Não me considero, jamais, uma traidora do ex-presidente Lula (...) Não somos oposição ou situação. Nós queremos assumir uma posição" afirmou a ex-ministra do Meio Ambiente, em entrevista à TV Estadão, em São Paulo. "Não é ruptura. Só estamos pensando diferente do PT", disse ontem o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, que participou de encontro do partido em Mossoró (RN).

Marina e Campos começam a criar um anteparo às ações do PT. Ex-ministros de Lula, ambos sabem que um discurso frontal de oposição pode trazer "mais danos que potencial eleitoral, sobretudo se for associado a um rompimento com Lula. O ex-presidente, segundo petistas, considera o abrigo de Marina no PSB de Campos e a união dos dois para disputar contra Dilma uma dura traição política e vê na nova "chapa" o mais forte adversário do PT.

Presidente se diz tranquila com 'oscilações' de 2014

Um dia após se reunir com o ex-presidente Lula e auxiliares para discutir o cenário político de 2014, a presidente Dilma Rousseff deu ontem, em entrevista a rádios gaúchas, a primeira declaração pública sobre a aliança do governador Eduardo Campos (PSB) e Marina Silva: "Eu respeito todas as pessoas que forem concorrer à Presidência da República porque eu acho que todas essas pessoas, elas, como cidadãos ou cidadãs brasileiras, têm absoluta legitimidade para pleitear isso".

Ainda que dirigentes do PT demonstrem preocupação com a dupla, Dilma afirmou que "ninguém tem que ficar preocupado com as oscilações conjunturais que são naturais num processo eleitoral" "Todos nós sabemos como é que vão e voltam... eu não posso (me preocupar)".

"Minha principal estratégia nos meus quatro anos é cuidar do governo. Eu tenho não só obrigação moral, (como) obrigação política, ética, obrigação com o meu povo. Se eu ficar pensando na próxima eleição, eu acordo de manhã pensando na próxima eleição, almoço pensando na próxima eleição, eu acordo pensando na próxima eleição. Eu não governo. Eu não tenho de pensar na próxima eleição", disse a presidente.

O Globo

Para Dilma, aliança de Campos e Marina é 'oscilação conjuntural'

A presidente Dilma Rousseff estabeleceu o dia 1º de janeiro de 2014 como a data em que começará a se ocupar do tema eleitoral. Em entrevista para rádios de Novo Hamburgo, onde esteve para compromissos ligados à educação infantil e profissional, a presidente voltou a dizer que foi eleita para governar e que não pode "pensar em eleição no café da manhã, no almoço e no jantar" sob pena de comprometer a administração.

— Tenho obrigação de cuidar do governo. Obrigação não só moral, mas também política e ética e com meu povo. Se ficar só pensando na eleição do ano que vem, não governo — afirmou.

A data foi estabelecida por Dilma em função da indefinição das candidaturas atuais. Perguntada sobre a aliança entre Marina Silva e Eduardo Campos, a presidente disse que todas as candidaturas têm "absoluta legitimidade" e que "oscilações conjunturais" são naturais em um processo eleitoral. Desviando do assunto, ela ressaltou mais de uma vez que a prioridade é governar:

— Eu tenho de exercer isso 24 horas por dia até aquele dia (1Q de janeiro). Aí, ninguém tem que ficar preocupado com as oscilações conjunturais, que são naturais num processo eleitoral, que todos nós sabemos como é, que vão e voltam.

Lula sugere reforçar apoio de aliados

O ex-presidente Lula alertou a presidente Dilma Rousseff e o presidente do PT, Rui Falcão, em reunião anteontem, que, com a saída do PSB da base aliada, é preciso reforçar a aliança com o PMDB e assegurar o apoio de partidos médios, como PDT, PR e PP, à reeleição da petista. A ordem é evitar que esses partidos migrem para a órbita do pré-candidato do PSB à presidência da República, governador Eduardo Campos (PE). Dilma deve usar a reforma ministerial que fará em dezembro para agradar aos aliados.

A estratégia de Lula é impedir que Campos aumente seu tempo de TV e negocie palanques fortes nos estados. Diante da consolidação da pré-candidatura do governador de Pernambuco, Lula disse ainda que não há como Dilma dividir palanque com o ex-aliado nos estados, como era defendido, por exemplo, pelo pré-candidato do PT ao governo do Rio, senador Lindbergh Farias.

Para reforçar essa tática, Dilma não pretende esperar abril para substituir os ministros que disputarão as eleições do ano que vem. O PMDB, aliado preferencial, já colocou na mesa o nome do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) para a Integração Nacional. E deve ser atendido.

Hostilizado por petistas, Campos diz que PSB vive outra dinâmica

O presidente nacional do PSB e pré-candidato a presidente da República, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, foi acusado de "traidor do PT e do Brasil" em uma faixa colocada nas imediações da Câmara Municipal de Mossoró, onde participou de encontro de seu partido, e disse que compreendia "qualquer reação que qualquer partido venha a ter" numa resposta a pergunta sobre orientação do ex-presidente Lula para isolar o PSB nos estados.

— Na verdade, o PSB está vivendo outra dinâmica desde sábado passado. Há um fato novo na política brasileira, um verdadeiro terremoto, com a aliança que construímos com a Rede — destacou Campos.

Segundo o presidente do PSB, o partido não vai focar no debate eleitoral, mas político.

— Acredito que eles (PT) também vão respeitar nosso direito, nós somos um partido político que tem 60 anos de história — afirmou Campos, ao lado da ex-governadora do Rio Grande do Norte Wilma Faria.

Lindbergh é prioridade para o PT

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, decretou ontem, em reunião no Rio, apoio absoluto à pré-candidatura do senador Lindbergh Farias ao governo fluminense. Falcão disse que a eleição do parlamentar em 2014 é "prioridade total" e deu confiança aos pe-tistas que vivem assombrados por uma possível retirada da candidatura em favor do vice-governador Luiz Fernando Pezão, do PMDB.

— Poucas vezes, vi unidade tão ampla no PT como a que conseguimos produzir hoje (ontem). Primeiro, a reafirmação de prioridade total à eleição do senador Lindbergh como nosso governador aqui. Segundo, a convicção reafirmada aqui de que o palanque do PT, do senador Lindbergh e de nossos aliados é um palanque pela reeleição da presidente Dilma — declarou Falcão.

Rejeição de Marina leva Caiado a cogitar candidatura à Presidência pelo DEM

A rejeição da ex-senadora Marina Silva a uma aliança do PSB com o agronegócio reacendeu em setores do DEM a esperança de voltar a ter um candidato à Presidência da República após 25 anos.

Caiado, que negociava apoio à candidatura de Eduardo Campos, não só descartou essa possibilidade, como já admite que pode ser candidato à sucessão da presidente Dilma Rousseff. O goiano, um dos líderes da bancada ruralista no Congresso, já teria o apoio de setores do seu partido descontentes com a função de "satélite" do PSDB, e a simpatia de grande parcela do agronegócio. Ontem, mais entidades do setor produtivo divulgaram notas de solidariedade a Caiado.

— Eu cheguei a um ponto em que não tenho mais o que fazer em Goiás. O Eduardo Campos quebrou minhas pernas, porque deixou passar o tempo de articular composições em Goiânia. Esse fato me jogou para o cenário nacional. Tanto é que na semana que vem estarei em Cuiabá, cuidando agora de uma agenda nacional — disse Caiado ao GLOBO ontem.

Outro 'fundador' de partido confirma fraude

As fraudes nas assinaturas de apoio à criação do partido Solidariedade, do deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, atingiram até mesmo uma autoridade do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão administrativo e fiscalizatório do Judiciário. A vítima, desta vez, foi Bruno Dantas, conselheiro do CNJ até agosto deste ano. Ficha com uma assinatura falsificada dele foi apresentada à Justiça Eleitoral em julho, quando Dabtas ainda atuava no conselho.

Dantas é servidor do Senado e, assim como diversos outros funcionários que tiveram seus nomes coletados indevidamente das fichas do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo (Sindlegis), acabou tendo sua assinatura falsificada pela equipe recrutada pelo Solidariedade para alcançar as 492 mil firmas de apoio necessárias para a criação do partido presidido por Paulinho da Força. A falsificação é grosseira. Ao observar a ficha de apoio à criação do Solidariedade, Dantas não teve dúvidas e confirmou a fraude de que foi vítima:

— A assinatura não é minha. No início de setembro, o promotor Mauro Faria pediu à Polícia Federal abertura de inquérito para apuração das fraudes na formação do Solidariedade. Uma denúncia apontou o uso de assinaturas falsas, já certificadas, nas fichas de adesão. A suspeita é que cerca de dois mil cidadãos, do cadastro de sócios do Sindi-legis, foram para a lista de fundadores do Solidariedade.

Correio Braziliense

Lei sob medida para Haddad

O governo costura um acordo com a base aliada para aprovar a proposta de renegociação da dívida de estados e municípios, prevista no Projeto de Lei Complementar nº 238/13, aprovado esta semana na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara e que continua em tramitação no Congresso. Essa nova regra deverá beneficiar 180 cidades, das quais apenas São Paulo, governada pelo petista Fernando Haddad, responde, conforme algumas estimativas, por mais de 80% dos R$ 68 bilhões passíveis de terem um novo indexador de correção. Logo, o novo pupilo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva será o maior agraciado.

A proposta de renegociação das dívidas dos estados e dos municípios vem causando polêmicas. Apesar de a ideia ser antiga e estar em debate desde o ano passado, a inclusão de um substitutivo nesta semana, incorporando dívidas antigas e novas regras, pode entrar em conflito com as da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), de 4 de maio de 2000, uma das principais conquistas para a transparência das contas públicas desde a democratização. Vale lembrar ainda que essa matéria era uma moeda de troca para a aprovação da proposta de unificação das alíquotas interestaduais do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), já abandonada pelo governo em razão da falta de consenso na própria base aliada.

Mensaleiros perto da punição

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse ontem que, se eventuais recursos dos condenados no mensalão forem considerados protelatórios pelo Supremo Tribunal Federal (STF), as penas poderão começar a ser cumpridas imediatamente após o julgamento das apelações. Os advogados dos réus da Ação Penal 470 têm até a próxima terça-feira para apresentar novos embargos declaratórios, também chamados de "embargos dos embargos". Até o fechamento desta edição, nenhum havia sido protocolado.

"Se (o recurso) for considerado protelatório, a jurisprudência do Supremo diz: considera-se transitada em julgado (finalizada) a sentença penal condenatória. A consequência normal é o mandato de captura", disse o procurador-geral da República ontem.

Renovação recorde no Senado

Análise do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) estima que o índice de renovação do Senado nas eleições de 2014 será de aproximadamente 20%. Um percentual elevado quando se considera que, no próximo pleito, a renovação de apenas um terço do Senado estará em jogo, isto é, só um senador por estado será eleito. Na estimativa do Diap, 10 dos 27 parlamentares cujos mandatos terminam no ano que vem conseguirão se reeleger.

Se for levado em conta a proporção relativa somente às vagas que estarão em disputa, o percentual chega a 67%, explica o assessor parlamentar do Diap Antônio Augusto de Queiroz. Segundo ele, o que levará a uma renovação tão grande são os cenários de disputas locais, que não favorecem a reeleição dos atuais ocupantes das cadeiras. "O fato de alguns governadores reeleitos quererem disputar o Senado no ano que vem é um dos fatores que complicam a reeleição dos que estão lá", exemplifica Queiroz. Nessa situação, ele cita o caso do governador de Sergipe, Marcelo Déda. A dona do mandato, no estado, é a senadora Maria do Carmo Alves (DEM).

Também nos jornais de hoje os seguintes assuntos publicados ontem pelo Congresso em Foco:

TCU confirma devolução de supersalários do Senado

Senado considera decisão do TCU sobre supersalários suspensa

Ministro prevê cinco sessões para infringentes no mensalão

Aliado de Marina defende “limpeza” no PSB

MP vai divulgar conteúdo das investigações, diz Janot

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