Haddad ataca Bolsonaro no último programa de rádio e TV antes da eleição

Em dificuldade de se aproximar dos percentuais do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) nas pesquisas de intenção de voto, o candidato do PT, Fernando Haddad (PT), segundo lugar nos levantamentos, resolveu atacar o adversário no último horário político de rádio e TV antes da votação de domingo (7). Com 22% das preferências exibidas na mais recente pesquisa Datafolha, que mostra Bolsonaro com 35%, Haddad faz menção a uma das práticas atribuídas à campanha do ex-capitão do Exército.

"Eles nos atacam com mentiras na TV e no WhatsApp", diz o vídeo da coligação "O povo feliz de novo", com nova alusão ao "discurso de ódio" atrelado ao grupo bolsonarista. "Lembre-se: urna não é lugar de depositar ódio. É lugar de depositar esperança", continua o programa, com imagens de campanha em cidades brasileira e mensagem de otimismo ("Tenho certeza de que iremos ai segundo turno. Lula nos ensinou o caminho").

Em seguida, o filmete do PT, que dura pouco mais de um  minuto, cita alguns dos votos de Bolsonaro a favor de projetos de interesse do governo Temer, como a reforma trabalhista, e matérias como a que altera a fórmula de cálculo do salário mínimo. Além disso, lembra que o ex-capitão votou a favor do aumento do próprio salário de deputado.

"Não vote em quem sempre votou contra você. Bolsonaro não!", arremata o vídeo.

Alckmin

Bolsonaro também continuou a ser atacado pela campanha tucana. O filme de Geraldo Alckmin deu início ao mais longo programa do horário eleitoral, com mais de cinco minutos, falando sobre o "desânimo" do povo brasileiro. Para ilustrar tal desalento, o filme intercalou declarações de atores.

"Seu eu pudesse, eu ia embora do país", diz um jovem. "Eu não quero o PT de volta. Mas também não queri embarcar numa viagem com alguém como Bolsonaro, que nunca governou nada", emenda outro.

Em seguida, mantém o ataque a Bolsonaro e cita as críticas de seu candidato a vice, general Mourão (PRB), contra direitos trabalhistas como 13º salário e adicional de férias. "Bolsonaro tem várias histórias mal contadas", mostra o programa, dando como exemplo as denúncias de ocultação de patrimônio que pesam contra o deputado.

"Foi por coisas assim que Lula foi pra cadeia."

Tempo escasso

Os demais candidatos, com tempo escasso, tentaram aproveitar cada segundo de veiculação na TV e no rádio. "Não sou PT, nem anti-PT. As pesquisas mostram que eu sou o único que ganha, com folga, de Bolsonaro", diz Ciro Gomes (PDT), que tem se mantido na terceira colocação nas principais pesquisas.

Uma das campanhas mais ricas, a de Henrique Meirelles (MDB) pontuou o último programa antes das eleições com a ideia de neutralidade, experiência e competência. "Sou um cara que os políticos chamam para resolver um problema que eles criam, mas não sabem resolver", diz o ex-ministro da Fazenda de Temer, criticando a polarização política intensificada nas eleições deste ano.

"Não divido o mundo entre quem não gosta do PT ou do Bolsonaro."

Guilherme Boulos (Psol) pediu voto sem medo: "Deposite seu sonho na urna". Cabo Daciolo (Patriota) manteve seu "glória a Deus" em destaque nos poucos segundos de vídeo.Todos eles com menos de cinco pontos percentuais de intenção de voto, a exemplo de Alvaro Dias (Podemos), Eymael (DC), João Amoêdo (Novo), João Goulart Filho (PPL), Marina Silva (Rede), Vera Lúcia (PSTU).

 

Datafolha: Bolsonaro é o único a crescer e vai a 35%; Haddad tem 22%

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