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Haddad agora tem 13% no Datafolha, empatado com Ciro. Bolsonaro tem 26%

Pesquisa Datafolha sobre a corrida presidencial divulgada nesta sexta-feira (14) mostra que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) se mantém na liderança com 26% (24% na pesquisa) das intenções de voto. Na segunda posição, dois candidatos empatam com 13% das preferências: Ciro Gomes (PDT), que tinha o mesmo percentual no levantamento anterior, divulgado na última segunda-feira (10), e Fernando Haddad (PT), que oficializou sua candidatura em substituição ao ex-presidente Lula na última terça-feira (11).

Esta é a primeira pesquisa Datafolha desde a formalização de candidatura de Haddad, que terá a deputada estadual Manuela D'Ávila (PCdoB) como vice em sua chapa. O petista tinha apenas 9% das intenções de voto na pesquisa Datafolha da última segunda-feira (10), e 4% na anterior.

Veja os números:

Jair Bolsonaro (PSL): 26%

Ciro Gomes (PDT): 13%

Fernando Haddad (PT): 13%

Geraldo Alckmin (PSDB): 9%

Marina Silva (Rede): 8%

Alvaro Dias (Podemos): 3%

- Henrique Meirelles (MDB): 3%

- João Amoêdo (Novo): 3%

- Cabo Daciolo (Patriota): 1%

Guilherme Boulos (Psol): 1%

Vera Lúcia (PSTU): 1%

João Goulart Filho (PPL): 0%

- Eymael (DC): 0%

Branco/nulos: 13%

- Não sabe/não respondeu: 6%

Com a variação de Bolsonaro para cima em apena 2%, no limite da margem de erro, consolida-se a tendência de que a facada no candidato do PSL, desferida em 6 de setembro, não tem efeito positivo significativo no eleitorado. No levantamento anterior, Bolsonaro já não tinha mostrado crescimento em relação à pesquisa Datafolha divulgada em 22 de agosto, contrariando as expectativas de que a comoção após o ataque pudesse refletir nos resultados.

O candidato apenas oscilou dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. No levantamento anterior, teve 22% das intenções de voto.

Outra questão que se destaca é a queda acentuada das intenções de voto na candidata da Rede, agora com 8%. Nas pesquisas anteriores, Marina tinha 16% das preferências em 22 de agosto, e já havia caído substancialmente no levantamento anterior, quando foi a 11%.

Segundo turno

Nas simulações de segundo turno, Bolsonaro perde para todos os candidatos mais bem colocados e só faz frente a Haddad, dentro da margem de erro. Marina supera o candidato do PSL com 43% conta 39% das intenções de voto em um eventual segundo turno.

Quando o adversário é Geraldo Alckmin, Bolsonaro perde por 41% a 37% das preferências. Ciro Gomes também derrotaria o ex-capitão do Exército em um eventual segundo turno, com 45% contra 38% das declarações de voto.

A disputa fica apertada entre Haddad e Bolsonaro, que chega a 41% das intenções de voto contra 40% neste cenário. A respeito dessa simulação, cabe o registro de que, no levantamento anterior, quando Haddad ainda era o "porta-voz" de Lula, o placar era 38% contra 29% a favor de Bolsonaro, ou seja, a diferença caiu de nove para um ponto percentual.

Rejeição

Ao contrário do que esperavam seus apoiadores, a facada em Bolsonaro não gerou queda de sua rejeição recorde, que foi superior a 40% na maioria dos registros, inclusive os do instituto Ibope. No levantamento anterior, essa rejeição era de 43%, e 39% na pesquisa de 22 de agosto. Agora, é de 44%.

O segundo mais rejeitado é Marina Silva, com 30%, seguida por Haddad, com 26%, Alckmin (25%) e Ciro Gomes (21%). Na sequência: Vera Lúcia (19%), Cabo Daciolo (18%), Eymael (17%), Boulos (17%), Meirelles (17%), Alvaro Dias (16%), Amoêdo (15%) e João Goulart Filho (14%).

Os que rejeitam todos, ou seja, não vota em qualquer um dos candidatos somaram 4%. Já os que declaram votar em qualquer um, isto é, não rejeita qualquer dos nomes apresentados chegaram a 2%. Os que disseram ainda não saber em quem votar são 5%.

Encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo em parceria com a TV Globo, o levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa consultou 2.820 eleitores entre quinta (13) e sexta-feira (14).

 

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