Fundo eleitoral de R$ 3,8 bilhões: veja como cada deputado votou

O novo valor do fundo eleitoral, destinado a cobrir gastos de candidaturas nas eleições de 2020, ainda precisa ser aprovado em relatório final da Comissão Mista de Orçamento e confirmado no plenário do Congresso. Mas a decisão de 23 deputados, de aprovar a elevação do fundo de R$ 2 bilhões, como proposto pelo governo, para R$ 3,8 bilhões, tem causado polêmica. Apenas cinco votaram contrariamente (saiba como cada deputado votou mais abaixo).

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, alega R$ 500 milhões serão remanejados da saúde para financiar campanhas eleitorais. Também se fala no Congresso na retirada de dinheiro da educação e da infraestrutura. O relator, Domingos Neto (PSD-CE), nega. Segundo ele, o recurso virá de lucros de estatais com os quais o governo não estava contando. Domingos diz que área nenhuma vai ser prejudicada. A votação final da Lei Orçamentária de 2020 deve ocorrer entre os próximos dias 17 e 18 no plenário.

Veja como cada deputado votou:

A favor do aumento do fundo:

Beto Faro (PT-PA)

Bohn Gass (PT-RS)

Cacá Leão (PP-BA)

Carlos Gaguim (DEM-TO)

Dagoberto Nogueira (PDT-MS)

Domingos Neto (PSD-CE)

Flaviano Melo (MDB-AC)

Gonzaga Patriota (PSB-PE)

Hiran Gonçalves  (PP-RR)

João Roma (Republicanos-BA)

José Nunes (PSD-BA)

Juscelino Filho (DEM-MA)

Marcelo Nilo (PSB-BA)

Márcio Marinho (Republicanos-BA)

Marreca Filho (Patriota-MA)

Marx Beltrão (PSD-AL)

Misael Varela (PSD-MG)

Nivaldo Albuquerque (PTB-AL)

Orlando Silva (PCdoB-SP)

Paulo Azi (DEM-BA)

Rodrigo de Castro (PSDB-MG)

Vicentinho Junior (PL-TO)

Zeca Dirceu (PT-PR)

 

Contrários ao aumento:

Dra. Soraya Manato (PSL-ES)

Edmilson Rodrigues (Psol-PA)

Felipe Francischini (PSL-PR)

Filipe Barros (PSL-PR)

Lucas Gonzalez (Novo-MG)


Filho vota contra veto de Bolsonaro

A medida tem o apoio declarado de 13 partidos (PT, PSDB, MDB, PSL, PSD, Solidariedade, DEM, Republicanos, PSB, PDT, PTB, PP e PL). Outros apoiam a iniciativa, mas preferem se manter em silêncio.

O primeiro ato para a elevação  do fundo foi a derrubada, há cerca de dez dias, de um veto do presidente Jair Bolsonaro que restringia o valor dos recursos. O senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), filho do presidente, votou para derrubar o veto do pai. Criticado nas redes sociais, ele publicou, então, um vídeo para se explicar. Flávio disse que se confundiu na hora de preencher a cédula de votação e garantiu que, apesar disso, é contra o aumento do fundão. No fim, comprometeu-se a não usar esse recurso nas suas próximas campanhas.

> Veja como cada parlamentar votou a medida que permite aumento do fundo eleitoral

Veja o vídeo:

 

Beto FaroBohn GassCacá Leãocarlos gaguimcomissão mista de orçamentoCongressoDagoberto NogueiraDomingos NetoDra. Soraya Manatoedmilson rodrigueseleiçõesfelipe francischiniFilipe Barrosflaviano meloflavio bolsonaroFundãofundo eleitoralgonzaga patriotaHiran GonçalvesJair BolsonaroJoão RomaJosé Nunesjuscelino filhoLucas GonzalezLuiz Henrique MandettaMarcelo NiloMárcio Marinhomarreca filhoMarx BeltrãoMisael VarelaNivaldo AlbuquerqueorçamentoOrlando Silvapaulo aziRodrigo de Castroveto presidencialVicentinho JúniorZeca Dirceu