Freixo e Dino defendem união dos partidos de esquerda no 2º turno

Em transmissão ao vivo pelas redes sociais na noite deste domingo (15), o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), e o deputado federal Marcelo Freixo (Psol) defenderam união dos partidos de esquerda contra o bolsonarismo, já visando as eleições gerais de 2022.

Para 2020, Freixo defendeu uma “grande aliança progressista” no segundo turno, citando as candidaturas de Manuela D’Ávila (PCdoB) em Porto Alegre (RS) e de Guilherme Boulos (Psol) em São Paulo (SP), além de outros candidatos do PDT, PT e PSB. “Não podemos cometer o erro que cometemos no passado”, disse Freixo sobre a pulverização de candidaturas.

Os dois políticos avaliaram que os resultados preliminares das eleições municipais de 2020 são melhores para o campo da esquerda do que nas eleições anteriores. “A esquerda, sem dúvidas, se nós compararmos com 18, está muito melhor posicionada”, disse Dino. “Se nós compararmos com 2016, a esquerda também está muito mais vitoriosa hoje”, completou Freixo, adicionando que a extrema-direita é a grande derrotada deste ano.

“Acho que avançamos bastante. Vimos a esquerda mostrando força em várias cidades – mesmo que não ganhe –, mostrando força, representatividade”, avaliou Dino.

Dino também ressaltou que é importante melhorar a qualidade do embate com a direita. De acordo com ele, é possível conversar com partidos como o DEM, que não são “a versão violenta da direita”. “O centro, a centro-direita também melhorou de qualidade e permite que a gente dialogue em outras bases.”

Derretimento do PT

Dino classificou como “precipitadas” análises sobre o enfraquecimento do PT nestas eleições. “A gente vê um pluralismo na esquerda e isso é bom”, avaliou o governador.

“O PT se mostra vivo e o PT não precisa mais achar que a sua vitória vem só do seu hegemonismo”, pontuou Freixo. Segundo ele, o PT tem um papel grande de compor uma frente da esquerda. “Qualquer recomposição da esquerda terá que ser com a participação do PT. Nós não vamos fazer uma renovação da esquerda sem o PT. Quem pensa isso, está errado.”

Eleições no Rio

Ao comentar a situação da cidade do Rio, onde Freixo foi para o segundo turno no pleito municipal de 2016, o deputado frisou a dificuldade que é compor uma aliança ampla com partidos da esquerda. “Quando eu fui candidato, eu não consegui uma unidade plena nem do Psol e muito menos da esquerda. Setores da esquerda não quiseram fazer uma aliança, fundamentalmente o PDT e o PSB. E eu respeito, mas seria muito importante uma aliança com todo o campo progressista”, disse.

“Se nós tivéssemos conseguido uma aliança ampla, nós estaríamos no segundo turno”, avaliou Freixo sobre o resultado deste ano. Ele disse estar torcendo para que a candidata Benedita da Silva (PT) chegue ao segundo turno.

“Não foi uma boa ideia Bolsonaro se meter nas eleições em SP”, diz Covas

Continuar lendo

Assine e obtenha atualizações em tempo real em seu dispositivo!