Eduardo Jorge diverge de Marina e declara voto nulo no segundo turno

O candidato à vice-presidente na chapa de Marina Silva (Rede), Eduardo Jorge (PV), declarou na sua página no Facebook que votará nulo no segundo turno das eleições, que acontece no próximo domingo (28). O candidato, que foi filiado ao PT, disse que tanto o PSL, partido de Jair Bolsonaro, quanto o PT, de Fernando Haddad, são comandados por núcleos políticos radicais e com tendências autoritárias e que não quer escolher entre um deles.

“Prefiro o realismo de começar desde já ser oposição a qualquer um deles nos próximos 4 anos. Prefiro apostar que teremos capacidade de recuperar a simpatia dos cidadãos mais moderados, mais sensatos que foram capturados pelos dois lados desta detestável polarização. Sim. Votarei nulo, contra o PSL e contra o PT”, escreveu.

Eduardo Jorge, que disputou a Presidência em 2014, disse ainda que o segundo turno tanto de 2010 quanto de 2014 foi disputado por partidos de orientação socialista, PT e PSDB, “um socialista mais radical e outro socialdemocrata bem moderado”, mas que nesse ano o cenário é diferente.

“O PSL é um verdadeiro almanaque de ideias reacionárias, anti-humanistas, violentas e simplistas que fariam corar um Pinochet de pedra. Já o núcleo dirigente do PT é uma indigesta salada de ideias marxista-leninistas que foram motivo de sofrimentos brutais para países nos séculos XX e XXI que experimentaram o seu gosto amargo, anti-humanista e antidemocrático. Não. Eu não sou obrigado a escolher um deles”, disse o candidato.

Eduardo Jorge foi eleito deputado federal pelo PT quatro vezes, mas rompeu com o partido em 2002. Na segunda-feira, Marina Silva, que também foi filiada à sigla, declarou “voto crítico” em Haddad. Em nota, divulgada em sua rede social, Marina disse que será oposição independentemente de quem vencer as eleições, mas que vê no projeto político de Bolsonaro pouco “apreço às regras democráticas” e riscos à proteção ambiental e a direitos e diversidade, promovendo a “incitação sistemática ao ódio, à violência, à discriminação”.

corrida presidencialeduardo jorgeeleiçõeseleições 2018Fernando HaddadJair BolsonaroMarina SilvaPSLPTpvRedesegundo turno